Advogado afirma que coronel investigado por matar esposa teria "cumprido missão" ao se aposentar

Oficial teve salário suspenso e segue sendo investigado na Justiça

Publicado em 4 de abril de 2026 às 16:20

Oficial teve salário suspenso e segue sendo investigado na Justiça
Oficial teve salário suspenso e segue sendo investigado na Justiça Crédito: Reprodução

O tenente-coronel Geraldo Rosa Leite Neto, de 53 anos, pediu transferência para a reserva da Polícia Militar de São Paulo após ser preso sob acusação de feminicídio, caso que segue em investigação pelas autoridades.

Segundo a defesa, a decisão foi pessoal e ocorreu após o oficial cumprir sua trajetória na corporação, onde atuou por cerca de 30 anos. Ele já tinha direito de ir para a reserva desde 2016, e o ato foi publicado no Diário Oficial na quinta-feira (2), poucos dias depois da suspensão do salário, determinada em 18 de março, mesma data em que foi detido.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a ida para a reserva não impede possíveis punições. O militar ainda pode ser demitido, perder a patente e até a aposentadoria, dependendo de decisão judicial. O caso é analisado em diferentes frentes, incluindo Conselho de Justificação, investigação no Tribunal de Justiça Militar e ação criminal na Justiça comum.

De acordo com as investigações, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada ferida no apartamento onde morava com o oficial, no bairro do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro, e morreu horas depois no hospital. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio após laudos indicarem inconsistências na versão apresentada, o que levou à prisão preventiva do tenente-coronel.