Publicado em 16 de abril de 2026 às 16:27
Nesta quarta-feira (15), o debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou novos capítulos na Câmara dos Deputados, após parlamentares pedirem mais tempo para analisar a Proposta de Emenda à Constituição que prevê a diminuição da carga semanal. Durante a discussão, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) defendeu jornadas intensas de trabalho e afirmou que o esforço é essencial para o crescimento do país.>
A PEC 221/2029, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a redução da jornada semanal para 36 horas, mantendo o limite de oito horas por dia. O texto prevê que a mudança passe a valer dez anos após a sua eventual aprovação.>
Antes do adiamento, o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Paulo Azi (União-BA), deu parecer favorável à constitucionalidade. No entanto, os deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF) solicitaram vista, o que adia a votação por até 15 dias para uma análise mais detalhada.>
Durante a sessão, Marco Feliciano criticou a proposta e afirmou: “Todo trabalho dignifica o homem. Nós temos um país que precisa crescer, e só há crescimento se houver trabalho. Democracias sérias e maduras, como os Estados Unidos e Japão, todas as pessoas trabalham até a exaustão”.>
A fala repercutiu entre parlamentares e nas redes sociais, ampliando o debate sobre os limites da jornada de trabalho e os impactos na vida dos trabalhadores.>
Paralelamente, o governo federal também se movimenta sobre o tema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, com urgência, um projeto de lei que propõe mudanças na escala 6x1, reduzindo a carga semanal para 40 horas sem corte de salários e garantindo ao menos dois dias de descanso por semana.>
A tramitação simultânea de propostas diferentes faz parte de uma estratégia política para avaliar qual texto terá mais apoio no Congresso. Enquanto isso, o tema segue em debate, envolvendo interesses de trabalhadores, empresários e lideranças políticas.>
Nos bastidores, partidos como PL e União Brasil já sinalizaram articulação para influenciar o andamento da PEC, o que deve manter a discussão sobre a jornada de trabalho no centro das atenções nas próximas semanas.>