Publicado em 1 de maio de 2026 às 21:06
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta quinta-feira, 30, três adolescentes por estupro coletivo de vulneráveis após denúncias sobre vídeos que mostram o abuso sexual de duas crianças, uma de 7 e outra de 10 anos.>
As autoridades ainda buscam por um adulto, que está foragido na Bahia, e um quarto adolescente, ambos envolvidos no ato. O Tribunal de Justiça paulista ainda não autorizou o mandado de prisão no outro Estado solicitado pelo delegado responsável pelo caso. Procurada, a corte disse apenas que não comenta decisões judiciais.>
O caso ocorreu em 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, bairro na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste da capital.>
"A família, por receio, não teve coragem de denunciar. O conselho tutelar e a polícia só tomaram conhecimento em 24 de abril", afirma o subprefeito Divaldo Rosa, em vídeo publicado nas redes sociais. Ele só se pronunciou sobre o caso nesta quinta, 30.>
Os agressores gravaram o estupro de vulneráveis e compartilharam as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, de 63 segundos, as crianças choram, gritam e falam ao menos nove vezes "para" e cinco vezes "eu não quero". Enquanto isso, os violadores riem, insistem no ato e agridem as vítimas.>
Ao Estadão, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) definiu o caso como "terrível". "As crianças foram acolhidas pelos equipamentos da Prefeitura. Uma está com a mãe em uma Vila Reencontro. A outra está com os dois irmãos no Serviço Institucional para Criança e Adolescente, porque o Conselho Tutelar verificou que não havia condições de continuarem com a mãe, que é dependente química, onde viviam.">
As vítimas estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, por assistentes sociais e profissionais de saúde e pelo Projeto Bem-Me-Quer, programa de acolhimento do governo estadual a vítimas de violência sexual.>
"Este caso é revoltante, ele choca e ele não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem na maioria das vezes na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos", afirmou o subprefeito Divaldo Rosa. "Se você souber de algum caso de abuso contra a criança, faça uma denúncia anônima pelo disque 100. Você pode estar salvando uma vida. Proteger as crianças é dever de todos nós.">
O Estadão não conseguiu contato com a defesa dos adolescentes, nem do foragido. A reportagem procurou o Ministério Público e a Defensoria Pública, mas não teve retorno>
Fonte: Estadão Conteúdo.>