Troca de votos por consultas médicas e obras acaba em prisão no Maranhão

Uma operação conjunta entre as forças de segurança resultou na detenção de três pessoas no interior maranhense.

Publicado em 2 de outubro de 2026 às 08:12

Troca de votos por consultas médicas e obras acaba em prisão no Maranhão
Troca de votos por consultas médicas e obras acaba em prisão no Maranhão Crédito: Reprodução/PF

A promessa de facilidades na área da saúde e em serviços de infraestrutura em troca de apoio político custou caro para três suspeitos no interior do Maranhão. Nesta quarta-feira (30), a Polícia Federal lavrou o auto de prisão em flagrante de um trio sob as acusações de corrupção eleitoral e associação criminosa, após uma operação que revelou um esquema estruturado de aliciamento de eleitores na zona rural do município de Afonso Cunha.

A investida policial teve início a partir de denúncias anônimas que alertavam sobre práticas de captação ilícita de sufrágio na região do povoado Santa Rita. Com base nas informações, uma guarnição da Polícia Militar da cidade vizinha de Coelho Neto realizou uma abordagem estratégica na localidade, interceptando os suspeitos e encaminhando a ocorrência diretamente à delegacia da Polícia Federal.

Durante a revista e o levantamento de provas, os agentes encontraram um cenário típico de campanha irregular e compra de votos. Foram apreendidos R$ 960 em dinheiro vivo, cerca de 550 impressos de propaganda política, bandeiras, adesivos de campanha e três telefones celulares.

No entanto, o item que mais chamou a atenção das autoridades foi um caderno de anotações: o documento continha listas nominais de eleitores associadas a um controle rigoroso que vinculava a contagem de votos à entrega de benefícios concretos, como a realização de consultas médicas e pequenas obras para a comunidade.

Com o material comprobatório e os elementos reunidos no flagrante, a autoridade policial confirmou a prisão dos envolvidos. Agora, a Polícia Federal deu início a uma nova fase de investigações e análises periciais para mapear a profundidade da rede criminosa, identificar se há outros participantes ou mandantes envolvidos no esquema e rastrear quem seriam os beneficiários diretos dessa prática ilegal nas urnas de 2026.