Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 20:05
O Banco Central (BC) intensifica o cerco a instituições financeiras ligadas ao esquema investigado no caso do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Após liquidar o Banco Pleno e a Pleno DTVM na última quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), totalizando oito entidades desde o início da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, a autarquia tem ao menos três novas na mira: Trustee, Sefer e Planner.>
A Trustee, administradora de fundos, segue trajetória similar à da Reag (já liquidada em janeiro de 2026). Ambas são investigadas na Operação Compliance Zero, que apura o uso do sistema financeiro por crime organizado, incluindo o PCC, além de conexões diretas com o Master. Formalmente, a Trustee pertence a Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master. No entanto, a maior parte do patrimônio da gestora está no fundo Estocolmo, controlado pelo empresário Nelson Tanure — ambos alvos da Polícia Federal (PF), assim como João Carlos Mansur, fundador da Reag.>
A Sefer Investimentos foi alvo da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em janeiro de 2026, por suspeita de integrar esquemas de repasse de recursos a empresas da família Vorcaro, como Milo Investimentos e Mercatto Incorporações. A corretora também atua como representante legal da Titan Capital, holding no exterior vinculada a Vorcaro. A ligação da Sefer com os negócios de Vorcaro remonta a antes do Master: em 2020, a instituição foi investigada na Operação Fundos Fake da PF, junto ao Banco Máxima (antiga denominação do Master) e ao próprio Vorcaro, que depois foi excluído do processo, após assumir o controle do banco em 2019.>
A Planner também figura no radar do BC, embora detalhes específicos sobre sua atuação no esquema sejam menos detalhados nas apurações públicas até o momento. As três instituições reforçam a extensão dos "tentáculos" do Master no sistema financeiro, com suspeitas de fraudes, manipulação contábil, lavagem de dinheiro e uso de estruturas para ocultar movimentações.>
O avanço do BC demonstra rigor técnico na limpeza do sistema, mas as investigações da PF e do Judiciário indicam que o esquema criminoso pode envolver valores bilionários e ramificações ainda não totalmente expostas. O caso Master já resultou em prisões, incluindo a de Vorcaro, que usa tornozeleira eletrônica, bloqueios de bens e liquidações sucessivas, com impactos no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e na confiança do mercado.>
Com informações do portal Metrópoles >