'Um cenário de terror': delegado relata detalhes de feminicídio de médica no Paraná

Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná.

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 15:04

 Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná
 Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná Crédito: Reprodução Redes Sociais

O apartamento onde a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná, apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá.

Em vídeo de depoimento à imprensa publicado nas redes sociais do delegado no último domingo, 6, ele classificou o local como "um cenário de terror" e afirmou que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.

Garcia foi o responsável por autuar o flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, companheiro de Gassi.

Ao Estadão, o delegado informou que o flagrante foi formalizado pela Delegacia de Homicídios, mas que o inquérito foi posteriormente transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá, unidade que dará continuidade às investigações.

Flagrante

Segundo Garcia, Romeiro teria ido a Maringá na noite de sábado, 5, para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. O casal havia se separado, mas, de acordo com o delegado, o homem procurava reatar o relacionamento.

Ainda conforme o relato apresentado pelo delegado, os dois tiveram um desentendimento durante a visita. Depois, Romeiro teria atacado a médica e, segundo informações inicialmente reunidas na investigação, colocado o bebê para dormir antes de deixar o apartamento. Na sequência, ele teria seguido para Mandaguari, onde moram familiares de sua mãe.

O delegado afirmou que o suspeito teria contado a pessoas próximas o que havia feito. Uma dessas pessoas foi ouvida pela polícia e, segundo Garcia, relatou que Romeiro havia confessado o crime.

A Polícia Militar localizou o homem na casa da mãe, em Mandaguari, e efetuou a prisão. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.

Vítima deixa filho

O bebê de 8 meses, filho de Gassi e Romeiro, estava no apartamento quando a mãe foi encontrada. Segundo a versão apresentada pelo delegado, a criança havia sido colocada para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.

A polícia também apreendeu o telefone de Romeiro e pretende extrair os dados do aparelho.

O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá. Procurada, a defesa de Romeiro disse ao Estadão que analisa o caso e irá se manifestar depois.

Fonte: Estadão Conteúdo