Publicado em 7 de setembro de 2026 às 15:04
O apartamento onde a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná, apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá.>
Em vídeo de depoimento à imprensa publicado nas redes sociais do delegado no último domingo, 6, ele classificou o local como "um cenário de terror" e afirmou que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.>
Garcia foi o responsável por autuar o flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, companheiro de Gassi.>
Ao Estadão, o delegado informou que o flagrante foi formalizado pela Delegacia de Homicídios, mas que o inquérito foi posteriormente transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá, unidade que dará continuidade às investigações.>
Flagrante>
Segundo Garcia, Romeiro teria ido a Maringá na noite de sábado, 5, para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. O casal havia se separado, mas, de acordo com o delegado, o homem procurava reatar o relacionamento.>
Ainda conforme o relato apresentado pelo delegado, os dois tiveram um desentendimento durante a visita. Depois, Romeiro teria atacado a médica e, segundo informações inicialmente reunidas na investigação, colocado o bebê para dormir antes de deixar o apartamento. Na sequência, ele teria seguido para Mandaguari, onde moram familiares de sua mãe.>
O delegado afirmou que o suspeito teria contado a pessoas próximas o que havia feito. Uma dessas pessoas foi ouvida pela polícia e, segundo Garcia, relatou que Romeiro havia confessado o crime.>
A Polícia Militar localizou o homem na casa da mãe, em Mandaguari, e efetuou a prisão. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.>
Vítima deixa filho>
O bebê de 8 meses, filho de Gassi e Romeiro, estava no apartamento quando a mãe foi encontrada. Segundo a versão apresentada pelo delegado, a criança havia sido colocada para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.>
A polícia também apreendeu o telefone de Romeiro e pretende extrair os dados do aparelho.>
O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá. Procurada, a defesa de Romeiro disse ao Estadão que analisa o caso e irá se manifestar depois.>
Fonte: Estadão Conteúdo>