Publicado em 19 de agosto de 2026 às 13:54
A farmacêutica Moderna anunciou, nesta quarta-feira (19), resultados preliminares de sucesso de uma vacina experimental personalizada contra o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Desenvolvido em parceria com a Merck, o tratamento atingiu os objetivos principais em seu primeiro ensaio clínico de fase final, demonstrando uma redução no risco de a doença retornar após a cirurgia.>
A vacina foi testada em combinação com o Keytruda (pembrolizumabe), um imunoterápico da Merck que já faz parte do tratamento padrão para melanoma. Enquanto a vacina aponta os alvos para o sistema de defesa do corpo, o medicamento impede que o tumor escape da vigilância imunológica.>
O estudo contou com a participação de 1.137 pacientes que haviam retirado o tumor cirurgicamente, mas ainda apresentavam risco de recidiva. A análise preliminar indicou que a combinação dos dois tratamentos prolongou significativamente o tempo de sobrevida sem recorrência da doença e diminuiu a disseminação do câncer para outras partes do corpo (metástase) em comparação ao uso isolado do Keytruda.>
Embora as empresas não tenham divulgado os percentuais exatos desta análise atual, dados de estudos de fase intermediária com a mesma combinação já haviam mostrado uma redução de 49% no risco de recorrência ou morte após cinco anos de acompanhamento.>
A tecnologia de mRNA, consolidada durante o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, está sendo expandida para outros tipos de câncer, incluindo pulmão, bexiga e pâncreas. No entanto, especialistas alertam que os resultados ainda precisam de mais etapas antes de mudar a prática clínica diária. Segundo o oncologista Stephen Stefani, a transformação dessa estratégia em uma prática institucionalizada e disseminada depende de fatores que ainda precisam ser avaliados conforme o estudo avança.>
Com informações do g1.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>