Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 09:28
Um vídeo que registra o momento de um atropelamento dentro de um condomínio de alto padrão em Manaus se tornou o principal elemento de um caso que chocou a capital amazonense nos últimos dias. As imagens mostram quando o carro conduzido por Mônica Melo, ex-diretora do Detran do Amazonas, atinge a educadora Angela Neves Bulbol de Lima em frente à residência da vítima, no condomínio Ephygênio Salles, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da cidade. O veículo só para após o impacto.>
Angela, que também já ocupou o cargo de secretária de Administração e Gestão do Estado, foi socorrida em estado gravíssimo na tarde de sexta-feira, dia 20, e levada a uma unidade hospitalar de Manaus. Dois dias depois, na noite de domingo, 22, ela não resistiu às complicações provocadas pelo atropelamento.>
A divulgação do vídeo nas redes sociais ampliou a repercussão do caso. Para a família, porém, o material compartilhado não apresenta toda a sequência do ocorrido. O filho da educadora, Juarez Bulbol, publicou uma nota de repúdio afirmando que a versão que circula não mostra o contexto completo e que trechos importantes ficaram de fora.>
Segundo ele, nas imagens integrais seria possível observar elementos relevantes da cena, como a presença de uma lombada em frente à casa da família. Juarez questiona a finalidade da divulgação de um conteúdo que, conforme informado, deveria estar sob investigação, e afirma que a exposição parcial dos fatos intensifica a dor em um momento já marcado pelo luto.>
O filho relata que estava ao lado da mãe, caída no asfalto, aguardando a chegada da ambulância, e que, naquele instante, sua prioridade era tentar salvá-la. Ele também levanta questionamentos sobre o fato de as autoridades não terem sido acionadas imediatamente e sobre a ausência de vestígios aparentes no local quando a perícia foi realizada posteriormente.>
Após sair do Hospital João Lúcio, Juarez informou que procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. Na nota, ele reforça que a família confia nas instituições e espera que a investigação seja conduzida com responsabilidade, imparcialidade e transparência.>
Sem promover ataques pessoais, a família afirma que busca apenas a verdade dos fatos e que eventuais responsabilidades sejam reconhecidas dentro da lei. Enquanto o vídeo segue gerando debates e comoção, familiares e amigos tentam lidar com a perda de Angela Bulbol e aguardam o avanço das investigações.>