Web detona Damares e sugere que senadora normaliza movimento Red Pill

Senadora classificou como ‘manifestação da liberdade de expressão’ falas consideradas misóginas

Publicado em 26 de março de 2026 às 09:10

Senadora Damares Alves (Republicanos DF
Senadora Damares Alves (Republicanos DF Crédito: Saulo Cruz/Agência Brasil

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se pronunciou nas redes sociais para negar ser a autora do projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo.

A proposta, que foi aprovada por unanimidade no Senado, prevê que manifestações de ódio contra mulheres sejam tratadas como crime inafiançável e imprescritível, com pena de até cinco anos de prisão. Embora tenha sido celebrada por movimentos feministas, a medida tem gerado controvérsias, especialmente entre setores conservadores, que alertam para o risco de censura.

Em uma postagem nas redes sociais, Damares Alves afirmou estar sendo vítima de fake news. “Estão espalhando por aí que eu sou a autora de um projeto de lei sobre misoginia que poderia até proibir um simples 'bom dia' às mulheres. ISSO É UMA FAKE NEWS ABSURDA!”, escreveu a senadora, refutando as acusações de autoria do projeto.

A parlamentar também rebateu as críticas do jornalista conservador que a havia responsabilizado pela iniciativa, reforçando que não participou da elaboração do texto. Ao desvincular seu nome da proposta, Damares tenta evitar desgastes políticos junto à sua base eleitoral, que pode ser mais resistente à medida.

O projeto, que gerou ampla celebração entre defensores dos direitos das mulheres, agora segue para a Câmara dos Deputados, onde deverá passar por mais etapas antes de se tornar lei.

Enquanto isso, a senadora continua a se posicionar publicamente contra a associação de seu nome à proposta, enfatizando que a controvérsia é um ataque indevido à sua imagem.