Publicado em 22 de junho de 2026 às 17:33
Nesta segunda-feira (22), o pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a criação de um modelo de trabalho alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e criticou o debate sobre o fim da escala 6x1. As declarações foram feitas durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria.>
Zema afirmou que o Brasil deveria avançar para um sistema de contratação por hora, semelhante ao adotado em países que classificou como mais desenvolvidos. Para ele, mudanças nas regras trabalhistas não deveriam ser impostas pelo governo federal, mas sim permitir mais liberdade de escolha para trabalhadores e empregadores.>
Durante o discurso, o ex-governador de Minas Gerais também criticou a possibilidade de alteração na jornada de trabalho em discussão no Congresso. Segundo ele, esse tipo de pauta não deveria ganhar força em ano eleitoral e classificou o debate como inadequado nesse momento.>
Ele ainda argumentou que o trabalhador brasileiro busca melhores condições de renda e que, com mais flexibilidade, poderia escolher a carga horária mais adequada à sua realidade, sem imposição de regras fixas.>
Zema também afirmou que a rigidez da legislação trabalhista contribui para o aumento da informalidade no mercado de trabalho, defendendo que um modelo mais flexível poderia ampliar oportunidades formais.>
A discussão sobre o fim da escala 6x1 tramita no Congresso Nacional. A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora aguarda análise no Senado Federal. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, sem corte salarial, com transição ao longo de alguns anos.>
Durante o evento, a Confederação Nacional da Indústria apresentou ainda uma série de propostas aos pré-candidatos à Presidência. Entre elas estão mudanças no abono salarial, revisão de regras previdenciárias e medidas voltadas ao controle de gastos públicos e da dívida do país.>