Açaí dispara em Belém e fica até 43% mais caro no início de 2026

Alta supera mais que o dobro da inflação e pesa no bolso de quem não abre mão do fruto no dia a dia

Publicado em 10 de abril de 2026 às 10:59

Açaí dispara em Belém e fica até 43% mais caro no início de 2026
Açaí dispara em Belém e fica até 43% mais caro no início de 2026 Crédito: Arquivo/Agência Pará

O açaí, item quase sagrado na mesa do paraense, está cada vez mais salgado em Belém. Dados do DIEESE/PA mostram que o preço do litro disparou no primeiro trimestre de 2026, com aumentos que chegam a 43%, mais que o dobro da inflação registrada no mesmo período.

O impacto já é sentido direto no bolso. No caso do açaí médio, o litro saiu de R$ 33,15 em fevereiro para R$ 41,30 em março, uma alta de quase 25% em apenas um mês. No acumulado do ano, o aumento é ainda mais expressivo.

Já o açaí grosso, aquele mais encorpado e valorizado, também seguiu o mesmo caminho. O litro passou de R$ 47,19 para R$ 57,53 entre fevereiro e março, atingindo o maior preço recente.

E não para por aí: dependendo de onde você compra, a diferença pesa ainda mais. Em feiras livres, o açaí médio pode variar entre R$ 28 e R$ 42, enquanto nos supermercados chega a até R$ 48. No caso do grosso, os valores vão de R$ 55 a R$ 70.

Por trás dessa alta estão velhos conhecidos: a entressafra, que reduz a oferta do fruto, o aumento dos custos de produção e transporte, além da demanda aquecida — tanto dentro quanto fora do estado.

O resultado é um cenário complicado, principalmente para quem consome açaí todos os dias. Para muitas famílias de Belém, o alimento vai muito além de um hábito: é parte essencial da rotina. E com os preços nesse ritmo, manter o costume está ficando cada vez mais difícil.