Alunos passam mal após ataque com spray de pimenta em escola particular de Belém

Pelo menos dez estudantes precisaram de atendimento médico; familiares relatam sintomas e cobram providências após o incidente

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 10:45

Alunos passam mal após ataque com spray de pimenta em escola particular de Belém
Alunos passam mal após ataque com spray de pimenta em escola particular de Belém Crédito: Ag. Brasil 

Pelo menos dez alunos do Colégio Physics, na Conselheiro Furtado, em Belém, precisaram de atendimento médico após uma estudante menor de idade acionar em direção ao ar condicionado um spray de pimenta dentro de uma sala de aula. O caso aconteceu na terça-feira (24), por volta das 12h10.

Segundo relatos feitos por familiares através de aplicativo de mensagem, o produto foi direcionado ao ar-condicionado, fazendo com que a substância se espalhasse pela sala. Os estudantes deixaram o local após começarem a apresentar sintomas como dor de cabeça, visão turva, tosse, coceira e ardência.

Os familiares demonstraram preocupação com a situação e relataram que uma das alunas atingidas é alérgica a pimenta e precisou ser levada às pressas para o hospital.

“Hoje pela manhã uma aluna do convênio do Physics Conselheiro levou pra sala de aula spray de pimenta e espirrou no ar condicionado, vários alunos passaram mal e estão hospitalizados. Precisamos tornar isso público.”

Outro familiar afirmou que o filho, que é asmático, não estava na sala no momento do incidente.

“Meu filho saiu para beber água e não estava na sala. Ele é asmático, poderia ter tido uma crise.”

Os familiares também mencionaram casos de vômito, manchas vermelhas pelo corpo e dificuldade para respirar.

A escola informou aos responsáveis que adotou as medidas cabíveis, incluindo o acionamento do Conselho Tutelar e a comunicação com a família da estudante. A instituição também teria iniciado os procedimentos para transferência da aluna.

Os familiares dos estudantes afetados afirmam que registraram ocorrências e que a escola está dando o suporte necessário diante do caso. A Polícia Militar e a Polícia Civil foram procuradas pela reportagem para informar se houve registro e quais providências serão adotadas. A escola também foi procurada para se manifestar sobre o caso. Aguardamos retorno.