Após 26 anos, homem que assassinou jornalista em Belém é preso no Rio de Janeiro

Criminoso foi identificado pela família após matéria na TV, crime aconteceu em maio de 2000.

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 18:04

Jornalista foi agredido até a morte em um bar em Icoaraci -
Jornalista foi agredido até a morte em um bar em Icoaraci - Crédito: Reprodução.

Na última segunda-feira (28), a Polícia Federal deflagrou a Operação Venator II, que cumpriu mandados de prisão preventiva e definitiva contra pessoas procuradas por crimes de tráfico de drogas, roubo e homicídio, na cidade de Macaé, litoral norte do Rio de Janeiro. Ao todo, cinco foragidos da justiça, foram presos, um deles, estava sendo procurado há 26 anos, após assassinar o jornalista Josemar Araújo Baía, repórter policial do jornal “A Província do Pará” em 19 de Maio de 2000, em Icoaraci, distrito de Belém.

De acordo com a PF, o suspeito, que não teve a identidade revelada, é paraense e já estava sendo procurado há bastante tempo. Não foram divulgados detalhes sobre como as prisões foram feitas, nem quais locais, ele e os outros quatro foram localizados. A ação foi coordenada pela Delegacia da Polícia Federal em Macaé, com participação do 32º Batalhão de Polícia Militar e da 123ª Delegacia de Polícia da cidade fluminense.

O Caso Josemar

De acordo com testemunhas da época, Josemar, acompanhado de sua esposa, e os três envolvidos no crime, estavam em um bar em Icoaraci, quando ocorreu uma discussão, escalando para a agressão física. O jornalista começou a ser espancado com socos e pontapés até a morte, e sem possibilidade de prestação de socorro, pois um dos suspeitos impediu que isso acontecesse.

Dois suspeitos da morte de Josemar foram presos, o investigador da Polícia Civil Luiz Sérgio Torres e o chaveiro Jorge Elias Moraes Rodrigues, conhecido como Jorjão. O terceiro envolvido conseguiu fugir e estava desaparecido, até a sua prisão há dois dias.

A família de Josemar descobriu a prisão do terceiro suspeito através de uma matéria exibida por uma emissora de TV local. Jandira Baía, irmã do jornalista, relatou que a família nunca perdeu a esperança que o suspeito fosse localizado. Após a notícia, Jandira afirmou que está com o coração em paz, porém, a saudade do irmão, e as lembranças da época da morte retornaram com o sentimento de dever quase cumprido e a esperança de que o caso possa ser resolvido o mais breve possível.