Após indiciamentos, CRM-PA afirma que investigação do caso Giovanna ainda não foi concluída

Conselho destaca que apuração ética ocorre de forma independente da investigação policial e permanece sob sigilo

Publicado em 5 de setembro de 2026 às 20:14

Conselho destaca que apuração ética ocorre de forma independente da investigação policial e permanece sob sigilo
Conselho destaca que apuração ética ocorre de forma independente da investigação policial e permanece sob sigilo Crédito: Reprodução 

O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) se pronunciou neste sábado (5) sobre o caso da empresária Giovanna Coelho Gomes, que morreu após complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados em Belém. Em nota oficial, a entidade esclareceu que a apuração conduzida pelo órgão ainda está em curso e segue regras próprias, sem vínculo com a investigação criminal concluída pela Polícia Civil.

Segundo o Conselho, o indiciamento de quatro médicos anunciado pela Polícia Civil faz parte da esfera policial, enquanto a análise realizada pelo CRM-PA ocorre no âmbito ético-profissional e administrativo.

A entidade informou que a sindicância instaurada para apurar a conduta dos profissionais envolvidos ainda não foi finalizada, pois aguarda a inclusão de novos documentos e o cumprimento de diligências consideradas necessárias para o esclarecimento dos fatos.

O CRM-PA também ressaltou que todos os procedimentos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional. Por esse motivo, detalhes sobre o andamento da investigação interna não podem ser divulgados.

Giovanna Coelho Gomes morreu no dia 8 de agosto após apresentar complicações no período pós-operatório. O caso é acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina, que avalia eventuais responsabilidades éticas dos profissionais envolvidos, de forma paralela e independente das apurações criminais.