Após paralisação por atraso de salários prefeitura demite pediatras do PSM da 14

Categoria afirma que movimento foi interrompido após quitação de parte dos salários, mas promete recorrer à Justiça por supostas medidas adotadas durante a greve

Publicado em 21 de julho de 2026 às 12:51

Após paralisação por atraso de salários prefeitura demite pediatras do PSM da 14
Após paralisação por atraso de salários prefeitura demite pediatras do PSM da 14 Crédito: Reprodução 

A paralisação dos médicos pediatras que atuam no Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de março, foi suspensa após o pagamento do salário referente ao mês de maio de 2026. A informação foi confirmada por uma médica pediatra, que afirmou que a categoria continuará adotando medidas judiciais em razão do que considera uma retaliação contra profissionais que aderiram ao movimento.

A paralisação teve início no sábado (18), motivada pelo atraso no pagamento dos salários. Ela afirma que, até então, não havia qualquer previsão de pagamento referente aos salários atrasados.

"Infelizmente, não tivemos nenhuma resposta positiva ou previsão de pagamento da organização social responsável pela escala e pelo pagamento dos médicos da pediatria", afirmou a medica.

De acordo com a pediatra, durante a mobilização, médicos que estavam escalados para os plantões teriam sido desligados e substituídos por profissionais recém-formados.

"Colocaram médicos com menos de 30 dias de formados para realizar atendimento de urgência pediátrica. Os colegas que estavam na escala foram retirados", disse.

A médica também rebateu a alegação de que a paralisação teria sido realizada sem comunicação prévia. Mas existe a documentação que comprova a formalização deste comunicado, reforçando a paralisação dos atendimentos pediátricos no PSM da 14 de março.

"Comunicamos previamente os órgãos competentes, e a direção clínica do hospital estava ciente", afirmou.

Segundo a pediatra, mesmo durante a paralisação, os atendimentos considerados de maior gravidade foram mantidos normalmente.

Após reunião realizada na segunda-feira (20), entre representantes da categoria e o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), o pagamento referente ao mês de maio foi efetuado, levando os profissionais a suspenderem o movimento.

Apesar das denúncias, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) negou a greve e informou que a prestação do serviço mencionado é de responsabilidade da empresa terceirizada, que está com os pagamentos em dia. Os profissionais envolvidos no episódio desmentem a informação.