Arquiteto alertou para risco de desabamento de prédio do comércio de Belém e faz alerta sobre casarões históricos

Vídeo gravado antes do incidente mostra rachaduras, infiltrações e desprendimento de partes da fachada do imóvel no bairro da Campina

Publicado em 7 de julho de 2026 às 12:31

Arquiteto alertou para risco de desabamento de prédio do comércio de Belém e faz alerta sobre casarões históricos
Arquiteto alertou para risco de desabamento de prédio do comércio de Belém e faz alerta sobre casarões históricos Crédito: @Jeovadebarros

Horas antes do desabamento parcial de um casarão histórico no Centro Comercial de Belém, o arquiteto Jeová Barros publicou um vídeo nas redes sociais alertando para o estado crítico da estrutura. As imagens, gravadas no domingo (5), mostram rachaduras, infiltrações, fissuras e o desprendimento de partes da fachada do imóvel localizado na Rua 13 de Maio, no bairro da Campina, indicando risco iminente de colapso.

Após o desabamento registrado na manhã de segunda-feira (6), o vídeo ganhou repercussão por evidenciar os sinais de deterioração apresentados pelo prédio antes do incidente.

O casarão, situado em uma das áreas mais movimentadas do Centro Comercial da capital paraense, teve parte da fachada destruída. O desabamento levou à interdição de ruas no entorno e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura de Belém e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que acompanha os trabalhos técnicos no local.

Nesta terça-feira (7), foi iniciado o escoramento da estrutura por uma empresa contratada pelo proprietário do imóvel. A intervenção tem como objetivo estabilizar o casarão e evitar novos desabamentos. Enquanto os trabalhos são realizados, a área permanece isolada e ainda não há previsão para a liberação das vias interditadas.

Além do imóvel que desabou, Jeová Barros também publicou, em suas redes sociais, registros de outros prédios históricos localizados no Centro Comercial de Belém. Nos vídeos, o arquiteto chama a atenção para o estado de conservação dessas edificações, destacando sinais de abandono, desgaste provocado pelo tempo e a falta de manutenção, fatores que, segundo ele, aumentam o risco de novos desabamentos.