Arquivo Público do Pará reabre ao público após dez meses de reforma

Com cerca de 4 milhões de documentos, espaço retoma atendimento presencial e promove programação especial até 20 de março.

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 18:12

Arquivo Público do Pará reabre ao público após dez meses de reforma
Arquivo Público do Pará reabre ao público após dez meses de reforma Crédito: Arquivo/Ag. Pará

O Arquivo Público do Pará retomou o atendimento presencial após permanecer dez meses fechado para reforma. Considerado um dos principais guardiões da memória histórica e documental da Amazônia, o espaço reabre com uma programação especial que segue até o dia 20 de março.

O acervo reúne cerca de 4 milhões de documentos de diferentes períodos históricos, incluindo registros únicos sobre a Amazônia que ainda não foram digitalizados. Segundo o diretor do Arquivo Público, o historiador Leonardo Torii, parte significativa da documentação do período colonial — quando a região integrava o Grão-Pará — está concentrada no Pará, incluindo registros históricos do Maranhão, Piauí, Amazonas e Amapá anteriores a 1873. Pelas suas particularidades, o acervo é considerado o quarto mais importante do Brasil.

Entre os temas documentados estão episódios marcantes da história paraense, como a Cabanagem e a Adesão do Pará à Independência, além de registros administrativos de governos estaduais, como o de Magalhães Barata.

A reabertura reforça o papel do Arquivo como espaço democrático de acesso à memória pública. A programação inclui palestras gratuitas, abertas ao público e realizadas aos sábados, além de visitas guiadas. Uma das ações previstas contempla, pela primeira vez, a participação de pessoas em situação de rua, ampliando o alcance social da instituição.

Até 20 de março, o público pode conferir a exposição “Mulheres na história da Amazônia: liberdade, poder e resistência”, que apresenta documentos sobre a trajetória feminina do período Colonial ao Republicano.

A programação também reúne palestras sobre temas como Cabanagem, arqueologia, transformação digital, história indígena, movimentos artísticos em Belém, Segunda Guerra Mundial no Pará e os desafios de reconstrução de trajetórias negras a partir de arquivos históricos.

A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, com atividades especiais programadas para os próximos dias.