Belém instala pontos de apoio e intensifica distribuição de ajuda após alagamentos na cidade

Escolas municipais passam a funcionar como base de atendimento enquanto prefeitura amplia entrega de cestas básicas e kits a famílias afetadas.

Publicado em 20 de abril de 2026 às 18:05

Alagamentos agravam fluxo intenso de veículos no retorno dos municípios do Nordeste paraense para Belém
Alagamentos agravam fluxo intenso de veículos no retorno dos municípios do Nordeste paraense para Belém Crédito: Roma News

O prefeito de Belém, Igor Normando, anunciou nesta segunda-feira (20) um pacote de ações emergenciais para atender moradores atingidos pelos alagamentos provocados pelas fortes chuvas dos últimos dias. Entre as medidas está o início da distribuição de 400 cestas básicas, 350 kits dormitório, 400 kits de limpeza e 300 kits de higiene bucal, com prioridade para os bairros da Pratinha e do Tapanã, áreas mais afetadas.

Além disso, a gestão municipal informou que outras 1.500 cestas básicas serão destinadas às famílias impactadas em diferentes regiões da cidade.

Outro eixo da ação é a criação de três pontos de apoio instalados em escolas da rede municipal. Os espaços funcionam como base de acolhimento e atendimento direto à população. Estão localizados na Escola Municipal Alda Eutrópio, na região da Pratinha e Tapanã; na Escola Municipal Amália Paumgartten, no Guamá; e na Escola Municipal Solerno Moreira, na Terra Firme.

Nesses locais, equipes da Fundação Papa João XXIII realizam o cadastramento das famílias para acesso a benefícios emergenciais, como cestas básicas, colchões e auxílio moradia em casos de desalojamento. Os pontos também oferecem refeições e permitem que beneficiários solicitem a antecipação do Bolsa Família.

As medidas ocorrem em meio ao decreto de situação de emergência assinado pela prefeitura. Em menos de 24 horas, Belém registrou mais de 150 milímetros de chuva, volume equivalente à metade do esperado para todo o mês de abril. A maré alta, que chegou a 3,6 metros, agravou o cenário ao dificultar o escoamento da água.

Para coordenar a resposta, foi criado um comitê de monitoramento que reúne diferentes órgãos da administração municipal, com atuação nas áreas de assistência social, saúde e infraestrutura. Segundo o prefeito, as equipes seguem mobilizadas para ampliar o atendimento à população atingida.

Paralelamente, cerca de 500 trabalhadores atuam nas ruas em serviços como limpeza de canais, dragagem, desobstrução de bueiros e abertura de valas, com o objetivo de reduzir novos pontos de alagamento.

A prefeitura também mantém um ponto de arrecadação de doações na Aldeia Amazônica, no bairro da Pedreira, onde a população pode contribuir com alimentos, roupas e itens de higiene destinados às famílias afetadas.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.