Belém lidera geração de empregos formais na RMB em 2025

Capital criou mais de 7 mil postos com carteira assinada; setor de serviços puxou crescimento e Região Metropolitana respondeu por 39% do saldo positivo no Pará

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 10:17

(Belém lidera geração de empregos formais na RMB em 2025)
(Belém lidera geração de empregos formais na RMB em 2025) Crédito: Arquivo/Agência Brasil 

Belém foi o principal motor da geração de empregos formais em 2025 na Região Metropolitana, respondendo sozinha por mais da metade das novas vagas criadas no período. O município registrou saldo positivo de 7.119 postos de trabalho com carteira assinada, segundo levantamento elaborado pelo DIEESE com base em dados do CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Ao todo, os oito municípios da Região Metropolitana somaram 14.135 novos empregos formais entre janeiro e dezembro de 2025, resultado de 234.751 admissões e 220.616 desligamentos. Esse saldo representa cerca de 39,3% de todas as vagas criadas no estado, que fechou o ano com 36.023 novos postos de trabalho formais.

Além da capital, outros municípios também tiveram desempenho relevante. Marituba criou 1.613 vagas, seguida por Ananindeua, com 1.601 novos postos. Já Barcarena, impulsionada pela atividade industrial e portuária, registrou saldo de 1.445 empregos, enquanto Castanhal somou 1.252 vagas, reforçando sua importância como polo regional de comércio e serviços.

O levantamento também considera a nova configuração metropolitana definida pelo IBGE, que passou a incluir oficialmente Barcarena na Região Metropolitana de Belém, ampliando o recorte territorial e econômico analisado.

Entre os setores da economia, o grande destaque foi o de serviços, responsável pela criação de 11.722 vagas — o equivalente a cerca de 82% de todo o saldo positivo da região. O comércio também teve resultado expressivo, com 3.857 novos postos, seguido pela indústria, que gerou 1.838 empregos formais.

Por outro lado, a construção civil foi o único setor a apresentar resultado negativo, com a perda de 3.478 vagas, reflexo da desaceleração de obras e da redução no ritmo de investimentos em determinados projetos.

Segundo o DIEESE, os números confirmam o papel estratégico de Belém como principal polo econômico da região, com forte influência sobre os municípios vizinhos. O estudo aponta ainda que, apesar do saldo positivo geral, o desafio permanece na diversificação das atividades econômicas, para garantir crescimento mais equilibrado e sustentável na geração de empregos nos próximos anos.