Casa das Onze Janelas recebe projeto Amazônia Imersiva com arte, música e tecnologia em Belém

Experiência reúne cerca de 30 artistas do Brasil e do exterior em instalações sensoriais e programação gratuita até maio

Publicado em 9 de março de 2026 às 15:47

Experiência reúne cerca de 30 artistas do Brasil e do exterior em instalações sensoriais e programação gratuita até maio
Experiência reúne cerca de 30 artistas do Brasil e do exterior em instalações sensoriais e programação gratuita até maio Crédito: Divulgação

Nesta terça-feira (10), a Casa das Onze Janelas, em Belém, abre as portas para o projeto Amazônia Imersiva, uma experiência artística que reúne obras de cerca de 30 artistas e coletivos do Brasil e do exterior. A programação é gratuita e segue aberta ao público até o dia 6 de maio, com instalações, projeções e atividades culturais.

A proposta do projeto é transformar o espaço expositivo em uma experiência sensorial. Por meio de projeções em 360 graus, pinturas, fotografias, vídeos, música e arte digital ganham vida e envolvem o público em narrativas e paisagens inspiradas na Amazônia.

A mostra reúne artistas de diferentes territórios amazônicos e também convidados internacionais. Entre os nomes presentes estão o pensador indígena Ailton Krenak, o coletivo MAHKU Movimento dos Artistas Huni Kuin, Paulo Desana, Glicéria Tupinambá, Jaider Esbell, além de artistas como Elza Lima, Gê Viana, Keila Sankofa, Hal Wildson, Olinda Silvano, Ronaldo Guedes e o duo audiovisual VJ Suave. O artista PV Dias também participa da experiência.

A exposição está dividida em três ambientes dentro da Casa das Onze Janelas. O primeiro apresenta uma instalação audiovisual imersiva com projeções em 360 graus e trilha sonora dirigida pela cantora e compositora paraense Aíla. O segundo espaço, chamado Sala Manifesta, reúne frases e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia, além da instalação chamada Ouriços Falantes. Já o terceiro ambiente propõe uma reflexão sobre tecnologias ancestrais e saberes ligados à vida na floresta.

O projeto arquitetônico da ocupação foi desenvolvido pelos arquitetos Luís Guedes e Pablo do Vale, da Guá Arquitetura.

De acordo com a artista visual e curadora do projeto, Roberta Carvalho, a iniciativa busca fortalecer novas narrativas sobre a Amazônia por meio da arte e da tecnologia. Segundo ela, durante muito tempo a região foi retratada a partir de estereótipos, e o projeto busca mostrar outras perspectivas criadas pelos próprios artistas amazônicos.

A trilha sonora da experiência também é um dos destaques da mostra. Com direção de Aíla, o trabalho reúne ritmos e influências de diferentes tradições amazônicas, passando por referências do marabaixo, música indígena, experimentações eletrônicas e até radiolas de reggae do Maranhão.

Além da exposição, o projeto terá uma programação cultural com shows e atividades até maio. No dia 14 de março, por exemplo, o público poderá assistir ao espetáculo As Amazônias, que reúne as cantoras Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos em um encontro musical que mistura tradições indígenas, música amazônica e projeções visuais.

Outro destaque da agenda será a apresentação internacional do duo peruano Dengue Dengue Dengue, conhecido por misturar música eletrônica com ritmos afro latinos e estética psicodélica inspirada nas culturas amazônicas.

A programação completa e as próximas atividades podem ser acompanhadas pelo perfil oficial do projeto nas redes sociais.

O Amazônia Imersiva é apresentado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Nubank, parceria do British Council e apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará.

Serviço

Amazônia Imersiva

Local: Casa das Onze Janelas, Praça Frei Brandão, Complexo Feliz Lusitânia, Cidade Velha, em Belém

Abertura: terça-feira (10), às 19h

Visitação

Terça a quinta, das 9h às 17h

Sexta a domingo, das 9h às 20h