Publicado em 16 de julho de 2026 às 09:28
Uma delegada e uma investigadora da Polícia Civil do Pará denunciaram ter sido vítimas de homofobia, perseguição e abuso de autoridade durante o exercício de suas funções na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Marabá, no sudeste do estado. As policiais, que formam um casal, afirmam que passaram a sofrer tratamento discriminatório em razão da orientação sexual.>
Segundo o relato das servidoras, a chefia regional determinou que elas deixassem de atuar juntas nos plantões, sem apresentar uma justificativa formal para a mudança. Conforme as denunciantes, a informação repassada foi de que casais não poderiam trabalhar na mesma escala.>
As policiais, no entanto, alegam que a medida não seria adotada de forma igual para todos os servidores. De acordo com elas, casais heterossexuais continuariam dividindo os mesmos plantões, o que, na avaliação da dupla, caracteriza tratamento desigual e discriminatório.>
Além da alteração na escala de trabalho, as servidoras afirmam que passaram a ser alvo de acusações relacionadas à conduta profissional dentro da unidade policial. Elas sustentam que os episódios contribuíram para o agravamento da saúde emocional.>
Em março deste ano, as duas foram afastadas das atividades para tratamento psicológico. O caso deverá ser apurado pelos órgãos competentes.>
O Roma News entrou em contato com a Polícia Civil do Pará e com o Ministério Público para solicitar um posicionamento sobre as denúncias e aguarda retorno.>