Caso José Arthur: o que se sabe sobre prisões, pistas e contradições

Bebê de 1 ano e seis meses segue desaparecido em Eldorado dos Carajás; investigação aponta suspeita de sequestro e levanta novas dúvidas sobre envolvidos próximos da família.

Publicado em 13 de abril de 2026 às 11:36

José Arthur desapareceu na zona rural de Eldorado do Carajás -
José Arthur desapareceu na zona rural de Eldorado do Carajás - Crédito: Redes sociais

O desaparecimento do pequeno José Arthur, de apenas 1 ano e seis meses, transformou-se em um dos casos mais intrigantes e acompanhados do país nas últimas semanas. O sumiço, ocorrido no município de Eldorado dos Carajás, mobiliza forças de segurança, autoridades e a população, que aguarda respostas sobre o paradeiro da criança.

Novos desdobramentos

Entre as informações mais recentes, está a revelação de que os principais suspeitos chegaram a tirar fotos com o bebê antes do desaparecimento. Segundo apurações, eles eram considerados pessoas de confiança da família e tinham boa reputação na cidade, o que aumentou ainda mais a perplexidade em torno do caso.

Além disso, conteúdos divulgados por plataformas como o Exposed Brasil e o canal Marcondi Marques têm repercutido nas redes sociais ao analisar a cronologia dos fatos, o comportamento dos investigados e possíveis contradições nas versões apresentadas.

Prisões e investigação

Dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no desaparecimento:

  • Roselândio Castro de Almeida
  • Evandro Firmino da Silva

Eles foram localizados na Vila Peruana e no bairro Bom Jardim. De acordo com a polícia, ambos eram amigos próximos da família e frequentavam a casa onde o bebê teria desaparecido.

As prisões ocorreram durante uma operação conjunta da Superintendência Regional de Carajás, da Delegacia de Eldorado e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, ligada à Divisão de Homicídios da capital paraense.

Durante o cumprimento dos mandados, armas e munições foram apreendidas. No quarto de um dos suspeitos, foram encontradas uma espingarda e um revólver.

O caso é investigado em sigilo, e a principal linha apurada é de possível sequestro. A promotoria trabalha com a hipótese de que a criança ainda possa ser encontrada com vida.

O desaparecimento

José Arthur vivia com a família na Vila Peruana, próxima ao Assentamento Lourival Santana, na zona rural de Eldorado dos Carajás, a cerca de 650 quilômetros de Belém.

O desaparecimento foi registrado no dia 26 de março. Desde então, uma força-tarefa foi mobilizada envolvendo a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil.

As buscas ocorreram em um raio de até cinco quilômetros, incluindo áreas de mata, margens de rios e locais indicados por denúncias anônimas. Entre as estratégias utilizadas estão:

  • uso de cães farejadores
  • drones
  • sonar em cursos d’água
  • mergulhadores
  • análise de câmeras
  • perícia em veículos

Apesar do esforço, as buscas foram encerradas sem localizar a criança, e as investigações seguem em andamento.

Linhas de apuração

Na última semana, celulares de parentes da criança foram apreendidos para perícia, após a polícia identificar divergências em depoimentos. As autoridades não confirmaram se os suspeitos presos estão entre os investigados que tiveram aparelhos recolhidos.

Até o momento, pontos essenciais seguem sem resposta:

  • quem foi a última pessoa a ver José Arthur
  • se o bebê estava sozinho no momento do desaparecimento
  • como ocorreu exatamente o sumiço

Posicionamentos sobre o caso:

O caso segue sob investigação do Ministério Público do Pará, que reforça a continuidade das diligências mesmo após o encerramento das buscas em campo.

A população de Eldorado dos Carajás acompanha com expectativa cada novo desdobramento. Com as prisões realizadas, cresce a esperança de que a polícia consiga esclarecer o caso e indicar o paradeiro do bebê.

Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, pelo número 181.