Caso Matheus: suspeito de envolvimento na morte do jovem é alvo de pedido de prisão em Ananindeua

Família de Matheus Ferreira da Rocha afirma que jovem vinha sendo ameaçado após dívida ligada a empréstimo para recuperar motocicleta apreendida.

Publicado em 13 de maio de 2026 às 19:07

Segundo informações preliminares, o corpo seria de Matheus Ferreira Rocha, de 22 anos, mototaxista que estava desaparecido desde o dia 22 de abril
Segundo informações preliminares, o corpo seria de Matheus Ferreira Rocha, de 22 anos, mototaxista que estava desaparecido desde o dia 22 de abril Crédito: Reprodução

Waldemir da Fonseca Trindade, conhecido como “Castanho”, é apontado como o principal suspeito de envolvimento na morte do motociclista por aplicativo e barbeiro Matheus Ferreira da Rocha, de 22 anos, encontrado morto no início deste mês em Ananindeua.

O corpo de Matheus foi localizado no dia 3 de maio, enterrado em uma área de mata na Estrada do Ariri, no bairro do 40 Horas. A vítima apresentava perfurações de arma de fogo pelo corpo.

Segundo informações repassadas pela família por meio do advogado Dorivaldo Belém, Matheus estava desaparecido desde o dia 22 de abril. Antes disso, ele teria tido a motocicleta apreendida e buscado dinheiro emprestado com um agiota para recuperar o veículo.

Mesmo após quitar a dívida, Waldemir continuaria cobrando valores do jovem. Matheus teria chegado a entregar a televisão do próprio quarto como forma de pagamento. O aparelho seria utilizado futuramente na barbearia que ele planejava montar.

Ainda conforme o advogado, “Castanho” agiria em nome de um agiota ainda não identificado e teria ameaçado a mãe de Matheus e o filho dela, afirmando que o motociclista seria sequestrado caso a suposta dívida não fosse paga.

A família pede que a Polícia Civil solicite a prisão preventiva de Waldemir para aprofundar as investigações e identificar possíveis envolvidos no caso.

Além disso, Waldemir teria sido baleado recentemente por integrantes de uma facção criminosa e estaria internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua. O estado de saúde dele não foi divulgado.

A reportagem solicitou posicionamento da Polícia Civil e aguarda retorno. A defesa de “Castanho” também não foi localizada até a publicação desta matéria.