Publicado em 10 de junho de 2026 às 17:16
Após três meses de visitação pública, o Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) se despede neste fim de semana das exposições "Meu Tema Sou Eu", de Emmanuel Nassar, e "A vida não é paisagem", de Nay Jinknss e Bruno Jungmann. As mostras se encerram no domingo (14), marcando o fim do atual ciclo expositivo do espaço. O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio master da Shell e patrocínio da Vale e do Mercado Livre.>
Após a data, o CCBA ficará temporariamente fechado para a montagem de novas exposições e será reaberto ao público em 20 de agosto. Para celebrar esse momento de despedida, o CCBA preparou uma programação especial ao longo do fim de semana, reunindo atividades que convidam os visitantes a vivenciar o espaço de diferentes formas antes do encerramento da temporada.>
Entre os destaques da programação de domingo está a oficina "Histórias que Compartilhamos: Memórias através dos Objetos", ministrada pela educadora Andreza Machado. Inspirada pela exposição de Emmanuel Nassar, a atividade convida o público a compartilhar lembranças pessoais e refletir sobre a construção da memória coletiva a partir de objetos afetivos, fotografias e histórias do cotidiano.>
A atividade começa às 10h e propõe um espaço de encontro, escuta e troca de experiências. Durante a oficina, os participantes serão convidados a apresentar um objeto ou memória afetiva significativa, participar de uma visita mediada, integrar uma roda de conversa e realizar exercícios de escrita afetiva.>
"Quando falamos sobre memórias, especialmente aquelas ligadas a objetos afetivos, o ato de acolher e escutar é essencial. Cada objeto tem sua própria história, e compartilhar algo tão pessoal pode ser difícil, mas também pode se tornar um momento de conexão. Espero que a oficina desperte entre os participantes o acolhimento e a escuta do outro", afirma Andreza.>
A educadora destaca ainda que a escuta é um elemento central da atividade e uma ferramenta importante para fortalecer vínculos e ampliar perspectivas sobre a vida cotidiana.>
"Escutar uma história, por mais cotidiana que pareça, é um exercício de atenção e cuidado. Parto da escuta, do diálogo e da vivência para construir ações educativas como essa. São oportunidades para olhar para nós mesmos, aprender a ouvir o outro e desacelerar, observando a vida com mais calma", ressalta.>
Além da oficina, o público poderá aproveitar os últimos dias para visitar as exposições e participar da programação de encerramento preparada pelo CCBA. A despedida será em grande estilo, marcando o encerramento de uma temporada que aproximou artistas, obras e visitantes em torno das múltiplas narrativas da Amazônia.>
Em cartaz no térreo do CCBA, a exposição "Meu Tema Sou Eu", do artista paraense Emmanuel Nassar, marcou o retorno do artista a uma mostra em Belém após cerca de dez anos. Com curadoria de Vânia Leal, a exposição reúne obras de diferentes momentos da trajetória do artista, incluindo trabalhos das décadas de 1980 e 1990 pertencentes a colecionadores particulares, além de produções recentes e instalações já conhecidas pelo público.>
Já no primeiro piso, os visitantes podem conferir "A vida não é paisagem", dos fotógrafos Nay Jinknss, do Pará, e Bruno Jungmann, de Pernambuco, com curadoria de Keyna Eleison. A mostra reúne fotografias produzidas tanto nos territórios de origem dos artistas quanto nos lugares visitados um pelo outro, propondo um diálogo visual sobre pertencimento, deslocamento e convivência.>
O Centro Cultural Bienal das Amazônias informa ainda que, excepcionalmente no sábado (13), o espaço funcionará até as 17h em razão da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo contra Marrocos, marcada para às 19h.>
Serviço:>
CCBA se despede das exposições de Emmanuel Nassar e Nay Jinknss com programação especial neste fim de semana>
Data: 14 de junho (domingo)>
Horário: 10h>
Local: Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) - Rua Manoel Barata, 400. Comércio.>
Sobre o Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA)>
É um espaço dedicado à arte, à cultura e à produção de conhecimento sobre a Amazônia, localizado no centro histórico de Belém (PA), na esquina das ruas Manoel Barata e Campos Sales. Instalado em um prédio histórico com mais de oito mil metros quadrados, recebe exposições, oficinas, palestras, residências artísticas e outras atividades culturais gratuitas. O prédio sediou as duas primeiras edições da Bienal das Amazônias, em 2023 e 2025, reunindo artistas e coletivos de diversos países da Pan-Amazônia e do Caribe.>