Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 14:17
O custo da cesta básica voltou a subir em Belém no início de 2026. De acordo com levantamento do DIEESE no Pará, em parceria com a Conab, o valor do conjunto de alimentos básicos chegou a R$ 673,55 em janeiro, alta de 1,05% em relação a dezembro de 2025. Apesar do reajuste mensal moderado, o preço segue em patamar elevado e pressiona o orçamento das famílias paraenses.>
Com esse valor, o trabalhador da capital comprometeu 44,92% do salário mínimo, fixado atualmente em R$ 1.621, apenas para comprar os itens essenciais de alimentação. Na prática, foram necessárias cerca de 96 horas e 36 minutos de trabalho no mês para garantir a cesta básica.>
Entre os produtos que mais puxaram a alta em janeiro estão o tomate, com aumento de 12,12%, seguido pelo feijão (3,47%), banana (2,32%), carne bovina (1,37%) e pão (0,96%). Em contrapartida, sete itens apresentaram queda de preço, com destaque para a farinha de mandioca, que teve redução expressiva de 18,98%, além do arroz, óleo de soja, manteiga, açúcar, café e leite.>
O impacto é ainda maior quando se considera o custo mensal de alimentação para uma família padrão, composta por dois adultos e duas crianças. Em janeiro, esse gasto foi estimado em R$ 2.020,65, o equivalente a 1,24 salários mínimos, considerando apenas despesas com alimentação básica.>
No acumulado dos últimos 12 meses, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, a cesta básica em Belém apresentou queda de 3,48%. Nove dos doze produtos ficaram mais baratos no período, com destaque para o arroz, que teve redução de mais de 40%, e o açúcar, com queda de 38%. Por outro lado, alguns itens ficaram mais caros, especialmente o café, que acumulou alta de 24,85%, além do pão e da banana.>
No cenário nacional, a cesta básica ficou mais cara em 24 capitais brasileiras em janeiro. Belém aparece entre as capitais com custo intermediário, abaixo de cidades como São Paulo, onde a cesta chegou a R$ 854,37, e Rio de Janeiro, com R$ 817,60.>
Com base no custo da cesta mais cara do país e no que determina a Constituição, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário para garantir uma vida digna a uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.177,57 em janeiro de 2026 — valor equivalente a 4,43 vezes o salário mínimo atual.>
Os números reforçam o peso crescente da alimentação no orçamento das famílias e mostram que, mesmo com quedas pontuais, o custo de vida segue elevado para a população de Belém.>