Circular movimenta final de semana em Belém e reforça papel da cultura na economia da cidade

Com patrocínio do Banco da Amazônia, projeto reúne público, artistas, trabalhadores formais e informais, destacando impacto cultural e econômico da iniciativa

Publicado em 14 de abril de 2026 às 09:22

Circular movimenta final de semana em Belém e reforça papel da cultura na economia da cidade - 
Circular movimenta final de semana em Belém e reforça papel da cultura na economia da cidade -  Crédito: Divulgação

A manhã do último domingo (12) foi marcada por grande movimentação no centro de Belém. Nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto ocorreu a 60° edição do projeto Circular, iniciativa patrocinada pelo Banco da Amazonia que ao longo dos anos vem atraindo cada vez mais o público, consolidando o circuito como um dos principais espaços de ocupação artística e econômica do centro histórico da capital paraense.

No bairro da Campina, um dos principais pontos da programação, o público circulou por espaços culturais e gastronômicos, impulsionando o fluxo de pessoas e o comércio local. A rua Carlos Gomes, por exemplo, se transformou em um verdadeiro corredor cultural, conectando arte, memória e economia criativa.

Para a gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima, o Circular cumpre um papel estratégico ao integrar cultura e desenvolvimento econômico.

“O Banco da Amazônia, através de sua política de cultura, elegeu várias linguagens para trabalhar ao longo de 2026. O projeto Circular promove essa integração com o desenvolvimento da economia e da cultura. Quando unimos esse projeto ao nosso Centro Cultural, fazemos uma comunicação mais integrada para a sociedade, promovendo um letramento cultural e movimentando a economia de modo geral”, destacou.

Segundo ela, o apoio ao evento reforça o compromisso institucional com o fortalecimento da cultura regional. “Para nós, como pilares estratégicos, é muito importante patrocinar esse tipo de iniciativa. Já temos uma parceria com o Circular há mais de 10 anos, que se renova a cada edição. Este é o primeiro Circular de 2026 e traz essa integração entre as entidades, reforçando o nosso papel”, completou.

Entre os destaques da manhã esteve o show da artista paraense Raidol, que reuniu público ao lado do Centro Cultural Banco da Amazônia. Após a apresentação, a cantora destacou a importância de iniciativas que fortalecem a cena cultural local.

“Acabei de fazer um show maravilhoso no Circular Belém, aqui do ladinho do banco e a convite do Banco da Amazônia. Estou muito grata, porque é importante a gente ter grandes incentivadores e fomentadores de cultura para ocupar as ruas com as nossas artes autorais, feitas aqui em Belém do Pará. Nós temos uma cena cultural maravilhosa”, afirmou.

A artista também ressaltou o papel do projeto na democratização do acesso à cultura. “Fico muito contente de ter o Banco da Amazônia e o Circular promovendo essa democratização, esse acesso à cultura, seja música, artes visuais e outras linguagens. Vida longa ao banco, que continue cada vez mais abrangendo e dando visibilidade para mais jeitos de fazer cultura na Amazônia inteira”, completou.

O tradutor e jornalista Stefani Danin, 41 anos, natural do Rio de Janeiro, acompanhava a apresentação e destacou a importância do evento para a cidade. “Eu gosto do projeto e, sempre quando estou em Belém, frequento. Esse movimento na cidade é muito significativo pelo fato de o povo de Belém poder sair de casa e encontrar arte e cultura no domingo. Eu acho que o Circular é um evento que vem para fomentar a cultura e trazer as pessoas para a rua”, afirmou.

Quem também participou da programação foi o gerente de vendas William Missalla, 39 anos, que conheceu o evento pelas redes sociais e decidiu conferir de perto. “Eu vi a programação através do Instagram, esse movimento Circular Belém, e achei super legal. Decidi vir para conhecer e estou adorando. Eu acho maravilhoso, porque sou amante da cultura e da arte. Eventos culturais aos domingos ajudam as pessoas a se distraírem. A nossa semana é super cansativa e ter um evento assim, gratuito para a população, eu acho maravilhoso”, relatou.

Além de movimentar o público, o evento também impactou diretamente trabalhadores informais. A vendedora ambulante Nara Alves, 38 anos, aproveitou o fluxo para comercializar bebidas durante a programação e destacou a importância da iniciativa para a geração de renda. “As vendas estão legais aqui. É muito importante para nós que somos vendedoras. É muito bom o Circular, é ótimo para nós ambulantes e para todo mundo”, disse.

Com mais de 40 espaços participantes e programação distribuída entre os bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto, o Circular segue ao longo do ano com novas edições previstas, mantendo a proposta de ocupar o centro histórico com experiências culturais acessíveis e diversas.