Publicado em 23 de junho de 2026 às 09:49
Uma situação inusitada durante o tradicional Arrastão do Pavulagem, em Belém, acabou virando debate nas redes sociais entre os torcedores do Paysandu. Uma jovem bicolor usou a internet para relatar que foi surpreendida ao tentar tirar uma foto com uma pessoa fantasiada como o mascote do clube, que cobrou o valor de 5 reais por duas poses. Após a repercussão, o trabalhador que usava o traje se manifestou publicamente para defender seu sustento, explicando o esforço físico que a atividade exige debaixo do sol da capital paraense.>
A polêmica começou quando a torcedora explicou que pretendia apenas fazer um registro rápido com o próprio celular. Ao descobrir que o personagem não integrava a equipe oficial de marketing do Paysandu, ela criticou a abordagem e chegou a comparar a postura do rapaz com a do famoso "Papa do Papão", figura histórica da torcida que nunca cobrou pelas fotos, mesmo após passar por graves problemas pessoais e ter sua residência destruída por um incêndio.>
Por outro lado, o homem por trás da fantasia fez questão de responder à postagem para esclarecer os fatos e dar o seu lado da história. Ele argumentou que o uso do traje, que pesa entre 20 e 30 quilos, representa o seu trabalho autônomo e que ninguém enfrenta o calor extremo da cidade sem buscar uma remuneração justa. O profissional destacou que a cobrança pelo registro fotográfico é legítima e que, embora já tenha aberto exceções por pura gentileza para pessoas sem condições financeiras, o preço de 5 reais cobre o desgaste e o investimento em uma vestimenta tão cara.>
Por fim, o trabalhador lamentou o tom do desabafo da jovem e afirmou que seu serviço é frequentemente requisitado e elogiado por quem reconhece a dedicação necessária para animar o público. Ele reforçou que, independentemente de quem seja o dono do celular, o valor cobrado faz parte de sua jornada diária e pediu mais respeito e empatia com os profissionais que atuam de forma independente no mercado de eventos da região.>