Conta de luz ficará mais cara no Pará; novo reajuste será definido nos próximos dias

Enquanto o índice final não é anunciado pela Aneel, consumidores aguardam a definição do percentual que será aplicado nas faturas a partir da próxima semana.

Publicado em 29 de julho de 2026 às 09:37

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os consumidores paraenses devem se preparar para um novo aumento na conta de energia elétrica. O reajuste anual da tarifa da Equatorial Pará será definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos próximos dias e passará a valer a partir de 7 de agosto, data que marca o aniversário do contrato de concessão da distribuidora no estado.

Embora o percentual ainda não tenha sido divulgado oficialmente, o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) acompanha as discussões em Brasília e tenta reduzir o impacto do reajuste para os usuários. A entidade defende que as características geográficas da região amazônica e os custos operacionais do sistema elétrico não resultem em aumentos excessivos para a população.

Segundo o conselho, os desafios logísticos enfrentados pelas concessionárias, como longas distâncias, necessidade de transporte aéreo em algumas localidades e dificuldades de acesso por estradas, elevam os custos de manutenção da rede elétrica. Esses fatores acabam influenciando na composição da tarifa cobrada dos consumidores.

Outro ponto levantado pela entidade é o peso dos subsídios do setor elétrico nacional, que também são repassados às contas de luz. 

Reajustes pelo Brasil

Em 2026, diversas distribuidoras de energia tiveram revisões tarifárias autorizadas pela Aneel. Em Pernambuco, o reajuste médio para consumidores atendidos pela Neoenergia foi de 4,25%, enquanto na Bahia o aumento da Coelba chegou a 5,85%.

Em outros estados, os percentuais foram mais elevados. A Energisa Mato Grosso do Sul registrou reajuste de 12,11%, a CPFL Paulista teve aumento de 12,13% e a Roraima Energia aplicou correção de 24,13% no início deste ano.