Corregedoria da PM vai investigar abordagem policial após morte de jovem na Terra Firme, em Belém

Familiares de Carlos Fabricio Pereira Costa afirmam que ele foi agredido por policiais antes de morrer. A corporação apresenta outra versão sobre a ocorrência; moradores protestaram e bloquearam a Avenida Perimetral para cobrar justiça.

Publicado em 17 de outubro de 2026 às 17:14

Familiares de Carlos Fabricio Pereira Costa afirmam que ele foi agredido por policiais antes de morrer. A corporação apresenta outra versão sobre a ocorrência; moradores protestaram e bloquearam a Avenida Perimetral para cobrar justiça.
Familiares de Carlos Fabricio Pereira Costa afirmam que ele foi agredido por policiais antes de morrer. A corporação apresenta outra versão sobre a ocorrência; moradores protestaram e bloquearam a Avenida Perimetral para cobrar justiça. Crédito: Reprodução

A Corregedoria da Polícia Militar do Pará vai instaurar um procedimento para apurar a conduta dos agentes envolvidos em uma abordagem que terminou com a morte de Carlos Fabricio Pereira Costa, na quinta-feira (15), no bairro da Terra Firme, em Belém. Segundo familiares, o jovem foi agredido durante a ação policial, chegou a receber atendimento médico, mas voltou a passar mal e morreu. A PM, por sua vez, afirma que ele resistiu à abordagem e tentou retirar a arma de um dos policiais. O caso provocou um protesto de moradores na noite de sexta-feira (16), com o bloqueio dos dois sentidos da Avenida Perimetral.

De acordo com os familiares, Fabrício foi agredido pelos policiais durante a abordagem realizada na quinta-feira (15). Após a ocorrência, ele teria sido levado para receber atendimento médico e, em seguida, retornado para casa. Mais tarde, voltou a apresentar problemas de saúde e morreu.

A versão apresentada pela família contrasta com a informação divulgada pela Polícia Militar. Em nota, a corporação informou que equipes do 37º Batalhão de Polícia Militar (BPM) abordaram o jovem durante uma ronda ostensiva, após identificarem com ele uma substância semelhante à cocaína.

Segundo a PM, o homem resistiu à abordagem, entrou em luta corporal com os agentes e tentou puxar a arma de um dos policiais. A corporação acrescentou que ele foi encaminhado à Seccional Urbana da Terra Firme, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

Diante das circunstâncias da ocorrência e das denúncias apresentadas pelos familiares, a Corregedoria deverá investigar a conduta dos policiais envolvidos para esclarecer o que aconteceu.

A morte do jovem motivou uma manifestação na noite de sexta-feira (16). Moradores da Terra Firme foram às ruas para pedir justiça e cobrar esclarecimentos sobre a abordagem policial.

Durante o protesto, os manifestantes bloquearam os dois sentidos da Avenida Perimetral, próximo à entrada da Avenida Liberdade. O grupo levou cartazes, espalhou entulhos pela pista e ateou fogo em objetos, impedindo a passagem de veículos.

Para dispersar os manifestantes e liberar a via, policiais militares utilizaram balas de borracha. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para apagar as chamas e ajudar na desobstrução da avenida.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da abordagem e da morte de Carlos Fabricio Pereira Costa, além de verificar a atuação dos agentes envolvidos na ocorrência.