Publicado em 22 de abril de 2026 às 09:55
O temporal que atingiu a Grande Belém no fim de semana, apontado como o mais forte da última década, não acionou o sistema de alerta de emergência. Mesmo com ruas alagadas e milhares de pessoas afetadas, a Defesa Civil afirma que a situação não se enquadrou nos critérios exigidos para disparo do aviso.>
Isso acontece porque o sistema leva em conta, principalmente, a intensidade da chuva em um curto período. Apesar do volume elevado, mais de 100 mm em cerca de seis horas, a precipitação ocorreu de forma contínua, sem picos concentrados. Por esse motivo, não foi classificada como evento extremo dentro dos parâmetros técnicos.>
Já o alerta automático, que aparece diretamente nos celulares sem cadastro, é reservado para cenários mais severos, quando há risco imediato e elevado.>
De acordo com a prefeitura, cerca de 42 mil pessoas foram impactadas. Diversos pontos da cidade ficaram debaixo d’água, casas foram invadidas e houve necessidade de resgates.>
Moradores relatam prejuízos, principalmente com a perda de móveis e eletrodomésticos. No bairro do Tapanã, uma das áreas mais atingidas, famílias tiveram praticamente tudo tomado pela água.>
Em abril, o acumulado de chuva já passa dos 450 mm, acima do esperado para o período, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A maré alta agravou ainda mais o cenário.>
Diante dos danos, a prefeitura decretou situação de emergência e iniciou a entrega de itens essenciais, como alimentos e kits básicos.>
O atendimento às famílias está sendo feito em três escolas da capital:>
* Alda Eutrópio (Pratinha/Tapanã)>
* Amália Paumgartten (Guamá)>
* Solerno Moreira (Terra Firme)>
As doações são recebidas também em pontos como a Aldeia Amazônica e o ginásio Maestro Altino Pimenta, além de escolas e espaços públicos.>
Segundo a Defesa Civil, o maior déficit no momento é de alimentos.>
A previsão indica que a chuva deve continuar nos próximos dias, mas com menor intensidade.>