Defeso do caranguejo-uçá começa no Pará e proíbe captura até 8 de março

Período protege a reprodução da espécie nos manguezais e prevê fiscalização em todo o estado

Publicado em 3 de março de 2026 às 15:43

Período protege a reprodução da espécie nos manguezais e prevê fiscalização em todo o estado
Período protege a reprodução da espécie nos manguezais e prevê fiscalização em todo o estado Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (3), começou o terceiro ciclo do defeso do caranguejo-uçá em 2026 no Pará, período em que ficam proibidos a captura, o transporte e a comercialização da espécie durante a fase reprodutiva conhecida como “andada”. A restrição segue até 8 de março e tem como objetivo preservar o equilíbrio ambiental e garantir a reposição natural dos estoques nos manguezais.

A medida integra o calendário oficial do primeiro semestre e já contou com um ciclo realizado entre 1 e 6 de fevereiro. O cronograma ainda prevê novas etapas de defeso entre 18 e 23 de março, 1 e 6 de abril e 17 e 22 de abril.

Durante os dias de proibição, a retirada do caranguejo-uçá dos manguezais é vetada em qualquer estágio da espécie. Quem descumprir as regras pode sofrer multas e outras penalidades previstas na legislação ambiental.

O período de proteção ocorre quando os caranguejos deixam suas tocas para o acasalamento, tornando-se mais vulneráveis à captura. Segundo órgãos ambientais, a suspensão temporária da atividade é essencial para manter o equilíbrio dos manguezais paraenses e garantir a continuidade da atividade extrativista.

A comercialização só é permitida para vendedores que registraram previamente a declaração de estoque junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), informando a quantidade armazenada antes do início de cada ciclo. A medida busca impedir que animais capturados irregularmente entrem no mercado.

Equipes do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) intensificaram ações de orientação e fiscalização em feiras, mercados e pontos de venda em diversos municípios do estado.

No arquipélago do Marajó, o monitoramento começou pelo município de Soure, com acompanhamento da Gerência da Região Administrativa do Marajó. A fiscalização também inclui espécies de peixes previstas na Portaria nº 48/2007 do Ibama.

De acordo com o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o respeito ao calendário do defeso é fundamental para preservar os manguezais e garantir renda às comunidades que dependem da captura do caranguejo no Pará.