Denúncia aponta problemas estruturais e falhas de biossegurança no Barros Barreto, em Belém

Visita do SINTSEP-PA após denúncias de trabalhadores identificou mofo, infiltrações, estrutura deteriorada e condições precárias de descanso para profissionais da unidade.

Publicado em 13 de março de 2026 às 12:50

Denúncia aponta problemas estruturais e falhas de biossegurança no Barros Barreto, em Belém
Denúncia aponta problemas estruturais e falhas de biossegurança no Barros Barreto, em Belém Crédito: Ascom/UFPA

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará (SINTSEP-PA) realizou uma visita sindical nas dependências do Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, após receber denúncias de trabalhadores da unidade. Durante a inspeção, a entidade identificou problemas estruturais graves e falhas de biossegurança que, segundo o sindicato, colocam em risco profissionais da saúde e pacientes atendidos no local.

Entre as irregularidades constatadas nos setores da Clínica Cirúrgica e da Unidade de Recuperação estão a presença de mofo e infiltrações em áreas hospitalares, pisos quebrados e sinais de deterioração na estrutura.

O sindicato também apontou problemas no expurgo — local destinado ao descarte de materiais contaminados — que, segundo a entidade, estaria sem o isolamento adequado, permitindo a circulação de possíveis contaminantes.

Outros problemas relatados incluem a falta de vestiários e banheiros exclusivos para os profissionais da saúde, além de um ambiente de descanso considerado precário. De acordo com o sindicato, há situações em que trabalhadores precisam descansar no chão por falta de espaço adequado.

Segundo o SINTSEP-PA, as condições observadas representam violação de normas de biossegurança e saúde ocupacional, o que pode comprometer tanto as condições de trabalho dos profissionais quanto a segurança dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Diante da gravidade das irregularidades, a entidade informou que fará uma denúncia formal ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público do Trabalho (MPT), à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e aos órgãos de vigilância sanitária, solicitando investigação e providências urgentes.

Para o sindicato, garantir condições dignas de trabalho aos profissionais da saúde é essencial para assegurar um atendimento seguro e de qualidade à população.