Denúncia de abuso sexual em escola particular de Belém gera crise e expulsão de alunas

Instituição diz seguir protocolos de proteção, enquanto família relata falta de acolhimento e expulsão das estudantes após denúncia

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 16:40

Instituição diz seguir protocolos de proteção, enquanto família relata falta de acolhimento e expulsão das estudantes após denúncia.
Instituição diz seguir protocolos de proteção, enquanto família relata falta de acolhimento e expulsão das estudantes após denúncia. Crédito: Reprodução/Instagram

Uma adolescente de 13 anos denunciou ter sido vítima de abuso sexual em uma escola particular em Belém na quinta-feira (30). Após a família da estudante tornar a denúncia pública, a escola SESI Pará divulgou uma nota oficial sobre o ocorrido.

No comunicado, a instituição informou que tomou conhecimento de “fatos graves envolvendo estudantes adolescentes” e que passou a adotar providências previstas em seus protocolos de proteção. Segundo o SESI, foram oferecidas, com a ciência dos responsáveis legais, medidas de acolhimento e acompanhamento psicossocial, além de ações pedagógicas e administrativas.

A entidade também afirmou que registrou as medidas relacionadas a um episódio recente ocorrido durante uma atividade escolar e que mantém cooperação com as autoridades competentes. Por envolver menores de idade, o SESI pediu cautela na divulgação de informações para evitar especulações e a identificação dos adolescentes.

Já a versão apresentada pela família da vítima diverge do posicionamento da instituição. De acordo com a mãe da adolescente, após comunicar o caso à direção da escola, foi informada de que o aluno apontado como autor do abuso seria afastado e que a filha receberia acompanhamento psicológico, medidas que, segundo ela, não teriam sido efetivadas.

Ainda conforme o relato da mãe, após novos episódios, a adolescente e a irmã, que também estudava na escola, acabaram sendo expulsas da instituição. A expulsão teria ocorrido após a vítima sofrer uma crise de síndrome do pânico ao reencontrar o adolescente durante uma atividade escolar. No momento, a mãe da menor afirma ter retirado o aluno do local pelo braço, ação que a escola classificou como agressão física.

Além da expulsão das alunas, a instituição teria registrado um boletim de ocorrência contra a mãe.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades.