Publicado em 14 de agosto de 2026 às 12:02
Enquanto o Brasil viu o desemprego recuar para 5,4% no segundo trimestre de 2026, o Pará fechou o período com uma taxa de 6,2%, permanecendo acima da média do país. Os números, divulgados nesta sexta feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram um contraste acentuado entre os estados: enquanto 11 regiões brasileiras registraram índices inferiores ao patamar nacional com Santa Catarina na liderança positiva, batendo 2,1%, o território paraense figura entre as localidades com mercado de trabalho em ritmo mais lento.>
Especialistas apontam que a disparidade nos índices reflete fatores estruturais, como os diferentes níveis de industrialização, escolaridade e dinamismo econômico entre as regiões Sul e Norte.>
Em todo o país, a pesquisa apurou uma redução histórica no desemprego de longa duração, atingindo o menor contingente desde 2012 para quem busca vaga há mais de dois anos. No entanto, o levantamento reforça que os desafios permanecem maiores para recortes específicos: nacionalmente, a desocupação entre mulheres (6,4%) e pessoas que se autodeclaram pretas (6,9%) e pardas (6,1%) continua superando os índices registrados por homens e pela população branca.>