Em Belém, homem é preso por estupro contra mulher com deficiência

A família descobriu os abusos quando a vítima deu à luz uma criança. O fato foi denunciado à Polícia Civil, que iniciou a investigação e chegou ao vizinho, apontado como o autor do crime.

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 22:26

(A Polícia Civil cumpriu ordem de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra uma mulher com deficiência mental.)
(A Polícia Civil cumpriu ordem de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra uma mulher com deficiência mental.) Crédito: Divulgação/Polícia Civil do Pará 

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência (DPPcD), deflagrou nesta sexta-feira (20) a Operação “Réptil”, para dar cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra uma mulher com deficiência mental.

O caso foi denunciado na Delegacia por uma tia da vítima, após ela dar à luz um bebê. O nascimento da criança surpreendeu os familiares, que não tinham conhecimento da gravidez. A família passou a questionar a vítima sobre a paternidade da criança, sendo apontado como suspeito um vizinho, que reside às proximidades há muitos anos.

“No curso da investigação, a vítima relatou que o suspeito manteve conjunção carnal com ela desde os 11 anos de idade, situação que se estendeu por toda a adolescência e início da vida adulta”, informou o delegado Janilson Gomes, titular da DPPcD.

Paternidade comprovada - Testemunhas foram ouvidas, e confirmaram que ambos mantinham relação de proximidade. Durante os trâmites do processo, o investigado realizou coleta de material genético para exame de comparação de DNA, que confirmou a paternidade da criança.

O caso revela dinâmica típica de grooming, que, no âmbito do combate à violência sexual contra criança e adolescente, nomeia a prática na qual o predador “prepara” a vítima para a vida sexual, fazendo-o de forma precoce e criminosa, a fim de naturalizar o abuso.

O mandado de prisão foi cumprido, e o homem foi conduzido à unidade policial para as providências legais cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Agência Pará