Empresário acusado de abusar da sobrinha: suspeito teria tentado interferir nas investigações

De acordo com o delegado Mhoab Khayan, uma das testemunhas relatou ter recebido mensagens de texto e áudios enviados pelo investigado por meio de uma rede social

Publicado em 30 de maio de 2026 às 14:56

A Polícia Civil informou que o empresário investigado por abusar da própria sobrinha também é suspeito de tentar interferir no andamento das investigações
A Polícia Civil informou que o empresário investigado por abusar da própria sobrinha também é suspeito de tentar interferir no andamento das investigações Crédito: Divulgação 

A Polícia Civil informou que o empresário investigado por abusar da própria sobrinha também é suspeito de tentar interferir no andamento das investigações. Segundo a corporação, durante a apuração do caso foram identificados indícios de que o homem teria procurado testemunhas para influenciar os depoimentos e dificultar a produção de provas.

De acordo com o delegado Mhoab Khayan, uma das testemunhas relatou ter recebido mensagens de texto e áudios enviados pelo investigado por meio de uma rede social. Nas conversas, ele teria pedido que informações relacionadas ao caso fossem omitidas caso a pessoa fosse procurada pelas autoridades.

“A conduta caracteriza uma tentativa de obstrução da instrução criminal e de comprometimento da produção de provas”, afirmou o delegado.

As investigações apontam ainda que, após perceber que as denúncias haviam chegado ao conhecimento da polícia, o suspeito deixou a cidade. Mesmo assim, as diligências continuaram e resultaram na prisão em flagrante do empresário no momento em que ele se apresentou espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso.

A delegada responsável pelo inquérito já solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Além da prisão, a Polícia Civil requereu medidas protetivas de urgência com base na Lei Henry Borel e na Lei Maria da Penha para garantir a segurança das vítimas e de seus familiares.

O procedimento investigativo segue sob segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas e das testemunhas envolvidas. Após ser interrogado, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional de Abaetetuba, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando os desdobramentos legais e a audiência de custódia.