Publicado em 3 de julho de 2026 às 07:38
Com o início das férias escolares de julho, milhares de famílias procuram praias, balneários e piscinas em todo o Pará em busca de lazer. O aumento da movimentação nesses locais, no entanto, também acende um alerta para o risco de afogamentos, que continuam entre as principais causas de acidentes graves envolvendo crianças.>
Para orientar a população, a equipe de reportagem do Roma News conversou com o tenente Alencar, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará. Segundo ele, nenhum equipamento de segurança substitui a supervisão constante de um adulto.>
Embora as boias auxiliem na prevenção, o militar ressalta que elas não garantem proteção total contra acidentes. Ele explica que as boias circulares, conhecidas como boias de cintura, não são indicadas por oferecerem pouca estabilidade às crianças.>
“O modelo mais seguro é o que possui proteção peitoral com flutuação, braçadeiras interligadas e um clipe de segurança na parte traseira, proporcionando maior estabilidade à criança”, orienta.>
Outro ponto reforçado pelo tenente é que crianças jamais devem permanecer sozinhas em ambientes aquáticos, independentemente da profundidade da água. A recomendação também é que uma criança nunca fique responsável por vigiar outra.>
“A criança precisa estar sempre sob a supervisão de um adulto. Nunca devemos deixar uma criança supervisionando outra, porque qualquer distração pode resultar em um afogamento”, alerta.>
O militar também chama a atenção para a profundidade da água e lembra um dos principais lemas adotados pelo Corpo de Bombeiros: “Água no umbigo, sinal de perigo.” Segundo ele, quando a água ultrapassa essa altura, aumentam significativamente os riscos de afogamento, especialmente entre crianças, que podem perder o equilíbrio, se cansar ou ser arrastadas pela correnteza.>
Nas praias e balneários, a orientação é procurar o posto de guarda-vidas logo na chegada para obter informações sobre as condições do local. Também é fundamental respeitar a sinalização e evitar áreas consideradas perigosas.>
“Cada praia possui riscos diferentes. É importante seguir todas as orientações dos guarda-vidas e evitar locais sinalizados como impróprios para banho”, destaca.>
Em piscinas residenciais, o Corpo de Bombeiros recomenda a instalação de barreiras de proteção, como cercas e portões, para impedir o acesso de crianças desacompanhadas. Segundo o tenente, a prevenção continua sendo a principal aliada para evitar tragédias.>
Em caso de emergência>
Em situações de afogamento em Belém, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Se a vítima estiver inconsciente, apresentar dificuldade para respirar ou sinais de parada cardiorrespiratória, também é necessário chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192.>
Os dois serviços funcionam 24 horas por dia, e o atendimento rápido pode ser decisivo para aumentar as chances de sobrevivência da vítima.>