Evento em Belém debate uso da inteligência artificial no diagnóstico do câncer de mama

Pesquisadores do Brasil, Peru, Chile, Colômbia e da USP participam do encontro, que apresentará resultados de estudos sobre inteligência artificial aplicada ao pré-diagnóstico do câncer de mama

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 13:07

Pesquisadores do Brasil, Peru, Chile, Colômbia e da USP participam do encontro, que apresentará resultados de estudos sobre inteligência artificial aplicada ao pré-diagnóstico do câncer de mama
Pesquisadores do Brasil, Peru, Chile, Colômbia e da USP participam do encontro, que apresentará resultados de estudos sobre inteligência artificial aplicada ao pré-diagnóstico do câncer de mama Crédito: Reprodução 

Belém será sede, nos dias 13 e 14 de agosto, do I Workshop Amazônico Deep BI-RADS, evento que reunirá pesquisadores do Brasil e de países da América do Sul para discutir o uso da inteligência artificial no apoio ao diagnóstico do câncer de mama. O encontro ocorrerá na Universidade Federal do Pará (UFPA) e contará com a participação de especialistas de instituições brasileiras e estrangeiras, incluindo representantes do Peru, Chile, Colômbia e da Universidade de São Paulo (USP).

Durante o workshop, serão apresentados resultados preliminares de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia IAmazônia (INCT IAmazônia), que busca utilizar inteligência artificial para auxiliar médicos na análise de exames de ultrassonografia mamária.

O estudo está por trás da criação da plataforma SIDCAM, ferramenta que combina informações clínicas e imagens de ultrassonografia para classificar lesões mamárias com base no sistema BI-RADS, método utilizado mundialmente para avaliar o risco de câncer de mama. A tecnologia tem como objetivo oferecer uma análise mais rápida dos exames e apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde.

Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a proposta é ampliar as possibilidades de diagnóstico precoce, especialmente em regiões onde há escassez de especialistas e dificuldades de acesso a serviços de saúde. A expectativa é que o uso da inteligência artificial contribua para aumentar a precisão das avaliações e reduzir o tempo de espera por resultados.

Apesar do suporte tecnológico, a decisão clínica continua sendo de responsabilidade do médico. A inteligência artificial atua como ferramenta complementar, auxiliando na interpretação dos exames e na identificação de possíveis casos que necessitam de investigação mais aprofundada.

Além da apresentação dos resultados da pesquisa, o workshop também promoverá debates sobre inovação em saúde, radiologia e novas aplicações da inteligência artificial na medicina, reunindo especialistas de diferentes áreas para discutir os desafios e perspectivas da tecnologia no combate ao câncer de mama.