Publicado em 7 de julho de 2026 às 10:28
O ex-prefeito de Tucuruí, Artur de Jesus Brito, foi pronunciado pela Justiça e será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte do então prefeito Jones William da Silva Galvão. A decisão foi proferida na segunda-feira (6) pelo juiz da Vara Criminal de Tucuruí.>
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Artur Brito é apontado como mandante do crime e teria contratado os executores para assassinar Jones William. O prefeito foi morto a tiros no dia 25 de julho de 2017, enquanto acompanhava obras de infraestrutura no município.>
Na decisão, o magistrado destacou que existem elementos suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados. Entre as provas consideradas estão depoimentos de testemunhas que, de acordo com a sentença, indicam a possível participação do ex-prefeito na articulação do homicídio.>
A investigação aponta que o crime teria sido motivado por disputas políticas e interesses relacionados à administração municipal. O juiz também entendeu que há indícios da prática de homicídio qualificado por motivo torpe, circunstância que poderá ser analisada durante o julgamento.>
Além de Artur Brito, outras pessoas chegaram a ser investigadas no caso. No entanto, a Justiça decidiu não encaminhar ao júri os acusados Osenilde Silva Brito, Wilson Wischansky, Flávio Rodrigues Porto, Marlon Frank Possebon, Lucas Michael Silva Brito e Paulo Ricardo Rodrigues Vieira, por considerar que não há provas suficientes para sustentar a acusação contra eles.>
A sentença de pronúncia não representa uma condenação. Nesta etapa, a Justiça apenas avalia se existem provas da ocorrência do crime e indícios de autoria que justifiquem o envio do processo ao Tribunal do Júri. A decisão sobre a culpa ou inocência do ex-prefeito caberá aos jurados, em data que ainda será definida.>