Publicado em 3 de junho de 2026 às 10:22
O preço do feijão, item considerado essencial na alimentação dos brasileiros, registrou forte aumento em Belém nos primeiros meses de 2026. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese-PA), realizado com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o valor médio do produto acumulou alta de 54,91% entre janeiro e abril deste ano.>
De acordo com o estudo, o quilo do feijão passou de R$ 5,50 no início do ano para R$ 8,52 em abril, refletindo um impacto direto no custo da alimentação das famílias paraenses.>
Na comparação dos últimos 12 meses, o aumento também foi expressivo. Em abril de 2025, o quilo do produto era comercializado, em média, por R$ 5,68. Um ano depois, o preço chegou a R$ 8,52, representando elevação superior a 50%.>
Apesar da alta acumulada, os dados mais recentes da prévia da inflação de maio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam uma desaceleração no ritmo de reajuste do feijão-carioca. Em relação a abril, a variação foi de apenas 0,05%, indicando estabilidade no curto prazo.>
Mesmo sem novos aumentos significativos no último mês, o patamar atual de preços continua elevado e já provoca mudanças no comportamento dos consumidores. Em supermercados e feiras da capital paraense, muitas famílias têm reduzido a quantidade comprada ou optado por variedades mais baratas para tentar equilibrar o orçamento.>
O levantamento do Dieese reforça que o feijão está entre os alimentos que mais pressionaram os gastos com alimentação em Belém neste início de ano, acompanhando o encarecimento de outros produtos básicos consumidos diariamente pela população.>