Foragido de Goiás é preso em Belém por se masturbar na presença de crianças

Investigado foi localizado após troca de informações entre polícias civis; crimes ocorreram em Anápolis e teriam sido registrados por câmeras de segurança.

Publicado em 18 de março de 2026 às 17:25

Policiais com o suspeito. —
Policiais com o suspeito. — Crédito: Ascom PCPA

Um homem investigado por praticar atos sexuais na presença de crianças e adolescentes foi preso na manhã desta quarta-feira (18), em Belém, após ação conjunta das polícias civis do Pará e de Goiás.

A prisão preventiva de Adson da Costa Martins, de 45 anos, foi cumprida pela Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE/Polinter), com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP/DISD), após informações repassadas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO).

O mandado foi expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás no âmbito de investigação que apura a prática de satisfação de lascívia na presença de criança ou adolescente. Segundo a polícia, os crimes ocorreram em fevereiro deste ano, em Anápolis, onde o suspeito teria sido flagrado por câmeras de segurança em pelo menos duas ocasiões.

De acordo com as investigações, o homem parava a motocicleta em via pública, aguardava a passagem de crianças e adolescentes e praticava atos de cunho libidinoso na presença das vítimas. A conduta, considerada grave, levou à representação pela prisão preventiva para garantir a ordem pública e evitar novos casos.

Após a repercussão dos fatos, o investigado deixou Goiás. A partir de diligências, a equipe da DPCA identificou que ele estaria em Belém, o que motivou a atuação da Polinter paraense na localização e captura.

Depois de preso, o homem foi informado sobre o mandado judicial e permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele deverá ser recambiado para Goiás, onde responderá pelos crimes investigados.

A Polícia Civil informou que a divulgação da identidade do suspeito foi autorizada diante da possibilidade de surgirem outras vítimas. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais das autoridades.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.