Publicado em 22 de julho de 2026 às 19:35
Uma força-tarefa interinstitucional iniciou nesta semana as inspeções técnicas em 42 imóveis históricos do Centro Histórico de Belém. O objetivo é avaliar as condições estruturais dos casarões, identificar riscos de desabamento e garantir a segurança de moradores, trabalhadores e visitantes da região.>
A ação é coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará, com participação de órgãos estaduais e municipais. Integram a força-tarefa equipes da Defesa Civil Estadual, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), além do apoio operacional da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) e da Defesa Civil Municipal.>
De acordo com o secretário municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade, Luciano de Oliveira, a atuação conjunta é fundamental para o bom desempenho da operação.>
Durante as vistorias, os técnicos analisam fachadas, coberturas, estruturas internas e outros elementos que possam apresentar risco de comprometimento. Com base nos laudos técnicos, poderão ser aplicadas medidas administrativas, como notificações e, em casos mais graves, interdições.>
O Iphan defende a ressaltou a necessidade de avaliações individualizadas, já o coronel Pablo Oliveira, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, reforçou o caráter preventivo da iniciativa:>
“Esse trabalho permite identificar riscos antes que eles resultem em acidentes. A atuação integrada entre os órgãos envolvidos fortalece a prevenção e garante que as decisões sejam tomadas com base em dados técnicos.”>
O levantamento inicial identificou 42 imóveis prioritários, mas novas edificações podem ser incluídas conforme as equipes avançarem nos trabalhos. A força-tarefa deve continuar nas próximas semanas, com mutirões semanais até a conclusão da primeira etapa.>
A Prefeitura de Belém reforçou que sua participação se limita ao apoio operacional, cabendo ao Iphan e ao Corpo de Bombeiros as atribuições técnicas e administrativas finais.>