Publicado em 12 de maio de 2026 às 11:19
Um estudo da Universidade do Estado do Pará e do Instituto Mãe Crioula aponta que o garimpo ilegal continua ativo na Terra Indígena Munduruku, mesmo após operações federais de retirada de invasores no sudoeste do Pará.>
A pesquisa analisou os impactos sociais, econômicos e ambientais em Jacareacanga, além da influência da atividade em municípios vizinhos como Itaituba, Trairão, Altamira e Novo Progresso.>
Segundo os pesquisadores, o garimpo ilegal se reorganizou em áreas menores após as operações, mantendo danos ambientais como poluição dos rios, assoreamento e alterações na qualidade da água. O estudo também alerta para a dependência econômica criada pela mineração ilegal, que movimenta comércio, hotéis, combustíveis e serviços na região.>
Os pesquisadores defendem maior presença do Estado, fiscalização contínua e investimentos em alternativas sustentáveis para reduzir a dependência do garimpo e fortalecer comunidades indígenas da região Munduruku.>