Greve dos professores de Ananindeua começa no dia 4 de março

Categoria paralisa atividades após impasse sobre reajuste salarial e cobra valorização profissional e melhorias nas escolas.

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 18:30

Categoria paralisa atividades após impasse sobre reajuste salarial e cobra valorização profissional e melhorias nas escolas.
Categoria paralisa atividades após impasse sobre reajuste salarial e cobra valorização profissional e melhorias nas escolas. Crédito: Divulgação 

No dia 4 de março, professores e demais trabalhadores da rede municipal de ensino de Ananindeua vão iniciar uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi decidida após impasses nas negociações salariais e no debate sobre o plano de carreira da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará, subsede Ananindeua, a decisão foi tomada diante do que a categoria considera falta de diálogo e descumprimento de compromissos assumidos pelo prefeito Daniel Santos durante as negociações.

Os profissionais apresentaram uma pauta com 29 pontos de reivindicações. Entre as principais demandas estão valorização salarial, reestruturação da carreira, realização de concurso público e melhorias nas condições de trabalho nas escolas.

Durante as negociações, a gestão municipal teria sinalizado a possibilidade de manter os salários acima do piso nacional, somando ao reajuste definido pelo governo federal um percentual fixo de 5%. A proposta, segundo o sindicato, permitiria uma recomposição gradual das perdas acumuladas ao longo da atual gestão.

No entanto, posteriormente foi anunciado um reajuste de 6%. Para a categoria, o percentual não corresponde ao que havia sido discutido anteriormente. Pelos cálculos apresentados pelo sindicato, se o reajuste nacional foi de 5,4% e a proposta era acrescentar mais 5% acima desse índice, o aumento deveria chegar a 10,4%. O percentual divulgado, segundo os trabalhadores, representa apenas 0,6% acima do piso.

A categoria afirma que a greve não é direcionada contra estudantes ou famílias, mas uma forma de pressionar por melhores condições para a educação pública. Entre os problemas apontados estão estrutura precária em algumas escolas, falta de concurso público e ausência de auxiliares e acompanhantes para alunos com deficiência, o que impacta diretamente o trabalho em sala de aula.

O sindicato informou que permanece aberto ao diálogo, mas reforçou que a mobilização será mantida até que haja uma nova proposta considerada adequada pelos trabalhadores.