Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 09:44
É na passarela da Aldeia Amazônica que o amor pelo Carnaval transforma fantasia em memória e samba em resistência. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, a partir das 21h, o Grupo Especial volta a ocupar o espaço no espetáculo promovido pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semcult).>
Em 2026, os enredos apostam na valorização da identidade cultural, da religiosidade, de personalidades locais e da força da natureza — com destaque para as águas, elemento essencial da região amazônica, além da celebração do samba como expressão de vida e resistência.>
A Associação Carnavalesca Xodó da Nega abre alas com o enredo “Eu vou me banhar de manjericão nas terras da Cremação”, celebrando tradições e símbolos do bairro da Cremação. Presidida por Alberto de Jesus Cantanhede, o Careca, e com carnaval assinado por Jean Negrão, a escola terá Luizinho Moura como intérprete, Isabella Kimberly como rainha de bateria comandada por Dackson Júnior, e o casal Fábio Cássio e Elen Silva defendendo o pavilhão.>
A Embaixada do Império Pedreirense apresenta “Xapuri, Pará, Paris, ulalá mon chéri – A Embaixada canta Nazaré Pereira”, homenageando a cantora paraense Nazaré Pereira. Sob a presidência de Paulo Roberto “Chico” e também com carnaval de Jean Negrão, a escola traz Tiago Lobato como intérprete e o casal Rodolfo Moura e Shayene Negrão à frente do pavilhão. A bateria será conduzida por Geraldo Maximiliano.>
Com o enredo “Quem disse que acabou?”, os Acadêmicos de Samba da Pedreira destacam a resistência cultural e a força do samba como identidade popular. Presidida por César Velasco e com criação da carnavalesca Claudia Palheta, a escola terá Fábio Moreno como intérprete, Mestre Kaká na bateria e o casal Markus Winicius (Príncipe do Samba) e Cecília Petit como mestre-sala e porta-bandeira.>
A Bole-Bole presta homenagem à líder religiosa Mãe Josina no enredo “Mãe Josina do Guamá: o solo sagrado da cultura popular”. Presidida por Paulo Alcântara, a escola ressalta a influência da religiosidade afro-paraense na formação cultural da cidade. Bruno Costa será o intérprete, com bateria sob comando de Mini, André, Ciro e Marcão, e o casal Breno Rodrigues e Jéssica Sorriso defendendo o pavilhão.>
A Escola de Samba da Matinha leva para a avenida “Iá! É na Matinha que a Padilha vai girar!”, exaltando tradições do bairro com elementos de festa e devoção popular. Presidida por Paulo Espíndola e com carnaval de Eduardo Wagner, terá André Japonês como intérprete, Marcelo Lafon e Ingrid Kacia como casal de mestre-sala e porta-bandeira, e Roberta Ribeiro como rainha de bateria.>
A Boêmios da Vila Formosa apresenta “Folia para Antônio – o santo milagroso”, misturando fé e celebração. Sob a presidência de Arlindo Júnior e com carnaval de Lucas Belo, terá Lukas Lima como intérprete, Mestre Batata à frente da bateria e o casal Tarciso Neto e Ana Vital na defesa do pavilhão.>
O Império de Samba Quem São Eles leva o enredo “Pelos Caminhos das Águas – Uma Odisseia Escrita Pelos Transportadores que Cruzam Rios e Mares”, destacando o papel dos rios e navegantes na formação amazônica, reforçando a água como caminho, sustento e identidade cultural.>
Encerrando o desfile do Grupo Especial, o Deixa Falar apresenta “Minha vida é um carnaval”, exaltando o samba como expressão máxima de alegria e resistência. Presidida por Esmael Tavares, com carnaval de André Cesari, a escola terá Evandro Malandro como intérprete, Samantha Suellen e Adriano Santos como casal de mestre-sala e porta-bandeira, e Mara Baena como rainha de bateria comandada por Luan e Arley.>
Durante dois dias de espetáculo, a Aldeia Amazônica se transforma em palco de cores, sons e narrativas que reafirmam o Carnaval como patrimônio cultural e expressão viva da identidade de Belém.>