Homem e mãe de adolescente são presos por suspeita de cárcere privado e exploração sexual no Marajó

Jovem de 16 anos denunciou que era mantida sob ameaças e impedida de deixar a residência; mãe é investigada por obrigá-la a manter relação com o suspeito em troca de moradia e apoio financeiro.

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 12:37

Homem e mãe de adolescente são presos por suspeita de cárcere privado e exploração sexual no Marajó
Homem e mãe de adolescente são presos por suspeita de cárcere privado e exploração sexual no Marajó Crédito: Ascom/PCPA 

Um homem e a mãe de uma adolescente de 16 anos foram presos em flagrante na quarta-feira (5), em Oeiras do Pará, no arquipélago do Marajó, suspeitos de manter a jovem em cárcere privado e submetê-la à exploração sexual. A ação foi realizada de forma integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Sala Lilás e Conselho Tutelar.

Segundo a Polícia Civil, a adolescente procurou a delegacia por conta própria e relatou que sofria violência física e psicológica, além de ser obrigada pela própria mãe a permanecer em um relacionamento com o investigado em troca de moradia e auxílio financeiro. A jovem contou ainda que conseguiu escapar da residência durante a noite com a ajuda de duas amigas.

Diante da denúncia, os policiais foram até o imóvel indicado e prenderam os dois suspeitos. No local, também foi encontrada a irmã da vítima, de 13 anos, que recebeu acompanhamento da assistência social.

As investigações apontam que o homem controlava a rotina das adolescentes e trancava o portão da casa com cadeado sempre que saía para trabalhar, impedindo que elas deixassem o imóvel. A polícia também apura denúncias de ameaças e constrangimentos contra a vítima sempre que ela recusava as investidas do suspeito.

Durante as diligências, as equipes realizaram perícia em uma casa abandonada onde a adolescente permaneceu escondida após a fuga. Câmeras de segurança instaladas na residência onde os crimes teriam ocorrido foram identificadas, e a Polícia Civil aguarda autorização judicial para analisar os aparelhos celulares apreendidos.

Os dois suspeitos foram autuados em flagrante. A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em preventivas e a quebra do sigilo telefônico e telemático dos dispositivos apreendidos. Ambos permanecem à disposição do Poder Judiciário.