Homem que espancou esposa com 80 socos tem prisão convertida em preventiva após audiência de custódia

Durante a audiência, o acusado afirmou que é a segunda vez que responde a ação penal por crimes enquadrados na lei Maria da Penha

Publicado em 30 de março de 2026 às 16:14

Acusado: Pedro do Nascimento Santana Junior
Acusado: Pedro do Nascimento Santana Junior Crédito: Reprodução/Youtube

A audiência de custódia de Pedro do Nascimento Santana Júnior, conhecido como “PP”, marcou um desdobramento importante no caso que chocou o município de Tomé-Açu, no nordeste do Pará. O acusado foi preso em flagrante no dia 1º de março de 2026, suspeito de tentar matar a própria esposa após uma sequência de agressões extremamente violentas.

De acordo com os autos do processo nº 0800481-69.2026.8.14.0060, em tramitação na Vara Única de Tomé-Açu do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), a prisão em flagrante foi analisada durante a audiência de custódia, momento em que o juiz avaliou a legalidade da detenção e as circunstâncias do crime.

Segundo a investigação, o acusado teria colidido intencionalmente a motocicleta contra a vítima e, em seguida, iniciado uma série de agressões com socos e chutes, mesmo após ela já estar desacordada. A vítima sofreu traumatismo craniano e foi internada em estado grave, e morreu no dia 12 de março. 

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o relacionamento era marcado por episódios anteriores de violência, ameaças e perseguições, inclusive com registros formais feitos pela vítima. Após o ataque, o suspeito fugiu do local, sendo localizado e preso posteriormente por equipes da Polícia Militar.

Durante a audiência, o magistrado decidiu homologar a prisão em flagrante e converter a detenção em prisão preventiva. A decisão levou em consideração a gravidade concreta do crime, o risco de reiteração de violência, a fuga após a agressão e o histórico de violência doméstica atribuído ao investigado.

Além disso, foi determinada a coleta de material biológico do acusado para inclusão no banco de perfil genético, medida prevista em lei para auxiliar investigações criminais.

Com a decisão, Pedro Júnior permanece preso em unidade prisional vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária do Pará (SEAP), onde ficará à disposição da Justiça enquanto o processo segue em andamento.