Publicado em 21 de outubro de 2026 às 09:59
Pacientes com diabetes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde podem ter acesso à insulina glargina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Belém. O medicamento é destinado inicialmente a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos a partir de 70 anos, conforme as regras do programa federal.>
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que a primeira etapa contempla 1.550 pacientes. Para atender a esse público, cerca de 5 mil refis do medicamento foram distribuídos às unidades de saúde do município.>
Quem pode receber a insulina glargina?>
Nesta etapa, o fornecimento contempla dois grupos:>
Crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1;>
Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.>
Pacientes que não se enquadram nessas faixas etárias devem procurar o protocolo da Sesma, localizado na avenida Governador José Malcher, nº 2821, no bairro de São Brás, para receber orientações sobre os procedimentos de acesso.>
Como solicitar o medicamento?>
Quem atende aos critérios deve procurar a UBS mais próxima para passar pela avaliação da equipe de saúde e receber orientações sobre a solicitação da insulina.>
É necessário apresentar os seguintes documentos:>
Prescrição médica válida por seis meses;>
Laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID), válido por 12 meses;>
Documento pessoal de identificação;>
Comprovante de residência em nome do beneficiário;>
Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).>
A quantidade fornecida a cada paciente é definida de acordo com a prescrição médica e as necessidades individuais do tratamento.>
Qual é a diferença entre a glargina e a NPH?>
A insulina glargina tem ação prolongada, com efeito que pode durar aproximadamente 24 horas, dependendo das características do tratamento. A aplicação geralmente é feita uma vez ao dia, conforme a prescrição médica, e o medicamento também pode ser encontrado em canetas aplicadoras.>
Já a insulina NPH tem ação intermediária e pode exigir mais de uma aplicação diária, de acordo com a necessidade de cada paciente.>
A escolha do medicamento deve ser feita por um profissional de saúde. Por isso, quem utiliza insulina NPH não deve fazer a substituição pela glargina nem alterar doses ou horários por conta própria.>
A oferta da insulina glargina integra a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao medicamento entre pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo programa federal.>