Publicado em 22 de junho de 2026 às 15:07
O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira (22) que acompanha a situação de Herik Ferreira Soares, um jovem de 23 anos natural de Castanhal, no Pará, que teria sido feito prisioneiro durante os combates na Ucrânia.>
A Embaixada do Brasil em Moscou já iniciou os trâmites diplomáticos e está em contato tanto com a família do brasileiro quanto com as autoridades russas para colher informações adicionais sobre a atual situação do jovem.>
O caso veio a público após a circulação de um vídeo em canais ligados às forças russas no Telegram, no qual Herik aparece chorando e relatando as circunstâncias de sua participação no conflito. No registro, o paraense afirma ter sido recrutado sob a promessa de exercer funções apenas na retaguarda, longe dos combates diretos, mas revela ter sido enviado para a linha de frente contra a sua vontade inicial. Em tom de forte arrependimento, ele pede perdão à mãe e alerta outros estrangeiros sobre as táticas de recrutadores, afirmando que combatentes de outros países são frequentemente colocados em situações de risco extremo.>
Em posicionamento oficial, o Itamaraty ressaltou que a assistência prestada a brasileiros que se alistam em exércitos estrangeiros possui limitações, uma vez que o apoio consular pode ser restrito pelos termos dos contratos militares assinados pelos próprios voluntários. O órgão também reforçou um alerta geral sobre os perigos de cidadãos se envolverem em conflitos armados internacionais, lembrando que não há obrigação do governo brasileiro em custear retornos ao país ou oferecer suporte logístico nessas circunstâncias.>
Além dos riscos pessoais e de morte, o ministério destacou que os envolvidos podem enfrentar consequências legais inclusive no Brasil, dependendo de como ocorreu a participação no combate.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Ana Cássia Sousa.>