Justiça decreta prisão preventiva de mulher acusada de golpes com passagens aéreas em Castanhal

Investigada é considerada foragida e teria deixado o município após denúncias de dezenas de vítimas

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 17:31

Maria Izabel souza e Silva, proprietária da agência Voeclass.
Maria Izabel souza e Silva, proprietária da agência Voeclass. Crédito: Reprodução/Voeclass

A Justiça decretou a prisão preventiva de Maria Izabel Souza e Silva, acusada de aplicar golpes envolvendo a venda de passagens aéreas e serviços de agenciamento de viagens em Castanhal, no nordeste do Pará. Segundo as investigações, dezenas de pessoas teriam sido lesadas.

De acordo com a decisão judicial, a acusada não foi localizada nos endereços informados no processo e é considerada foragida. Há informações de que ela teria deixado o município e seguido para outro estado, possivelmente São Paulo.

Na decisão, o magistrado destacou que a não localização da investigada demonstra falta de colaboração com a Justiça e compromete o andamento da instrução criminal. Também foi apontado que a fuga do distrito da culpa pode justificar a prisão preventiva, conforme entendimento consolidado nos tribunais.

Foram considerados presentes os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal, com indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes investigados.

O mandado de prisão já foi expedido e deverá ser inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). O caso segue sob investigação.